A Rainha do Pop esteve entre nós no último sábado (04 de maio de 2024) na praia de Copacabana (Rio de Janeiro). Estamos falando de Madonna que encerrou a turnê “Celebration” que comemora os 40 anos de carreira. Em uma apresentação gratuita nas areias da praia carioca, Madonna arrebatou os presentes. Numa estrutura gigantesca, ela se apresentou como não poderia ser diferente, com muito carisma e domínio de palco. Apesar do recente problema no joelho, a Rainha do Pop deixou um público estimado em um milhão e seiscentos mil espectadores de queixo caído. Show gratuito que trouxe pessoas do Iapoque ao Chuí. Além dos quatro cantos do mundo que vieram presenciar este evento único.
Tido como o maior show da carreira de Madonna. Transmitido pelo Multishow, Globoplay e a TV Globo, após a introdução eloquente do mestre de cerimônia Bob The Drag Queen, que estava trajado a caráter como no clássico vídeo “Vogue”. A Rainha do Pop surge no palco, com a reflexiva “Nothing Really Matters”. Vestida como uma santa enlutada e logo em seguida uma viagem no tempo aos anos 80 com “Everybody”, “into The Groove”, “Burning Up” e “Holiday”. Que ganharam uma nova roupagem musical, sem perder sua essência. Este é o “Ato I” da apresentação que é dividida em mais seis. A Rainha do Pop nos leve para a Broadway em Nova York, onde dá boas-vindas aos presentes, “Bem vindos ao metrô de Nova York!”. Já no “Ato II” temos a doce “Open Your Heart”, e a balada “Live To Tell” cantada por todos. Com a emoção a flor da pele com imagens de pessoas vítimas do HIV como icônico vocalista do Queen Freddie Mercury.
E fazendo uma média com nosso país tupiniquim temos Betinho, os poetas Cazuza e Renato Russo. Completam o set, “Girl Gone Wild” e o hit ecumênico “Like A Prayer”. Esta chama atenção pelo cenário montado e o tributo prestado ao baixinho Prince, com o filho David Banda de 18 anos. Este vestido como o guitar hero, tocando uma réplica da mítica guitarra do cantor. O “Ato III” temos Madonna, como é de praxe, exibindo toda sua sexualidade sem o menor pudor. Simula masturbação com sua duble tendo como fundo musical “Erotica”, “Justify My Love” e a dançante “Hung Up”. Esta última com direção a beijo de língua com uma de suas dançarinas. A temperatura abaixa com a balada “Bad Girl”, com a filha Mercy ao piano. O lado festivo volta com tudo no “Ato IV” com a energética “Vogue”.
Esta com a presença de Anitta, que divide as atenções como jurada dos bailarinos que desfilam pela passarela ao fundo do palco principal. Entre eles, a filha Estere seguindo os passos da mãe como dançarina. Completam o ato, “Human Nature” e a baladaça “Crazy For You”. Pulando para o “Ato V” com “Die Another Day”, canção tema de 007: Um Novo Dia Para Morrer (2002), e o country pop “Don’t Tell Me”, onde revisa no palco o videoclipe. Um dos mais vistos na boa e velha MTV Brasil. Madonna conversa bastante com o publico. Ratifica seu amor pela cidade maravilhosa e foi escolhida por ser o local perfeito para encerrar a turnê. É a deixa para a versão acústica do sucesso “Express Yourself” e “La Isla Bonita”.
Ambas com David de volta, tocando seu violão. Com o “Ato VI” é o indicativo que o show está chegando ao fim. Acompanhada por jovens que tocam em escolas de samba e a estonteante Pabllo Vittar, ambas vestidas com a amarelinha da seleção Brasileira para cantarem “Music”. Fechando com a vibrante “Ray of Light” e a balada “Rain”. Para fechar o “Ato VII”, o mix com os clássicos anos 80 “Like A Virgin” e “Billie Jean” do King of Pop Michael Jackson. Para esta performance especial, dançarinos vestidos como ela no antológico videoclipe e outro repetindo os passos de Jacko. Ambos têm suas silhuetas no telão. Somadas imagens da época em que Michael e Madonna conversam.
De volta, ela se despede com “Bitch, I’m Madonna”. A discussão sobre o playback usado por ela se torna irrelevante. Madonna sempre deixou bem claro que desejava ser uma grande dançarina e artista de palco. Ela conquistou os dois e é referencia até hoje. Cliente que tem uma boa voz e sabendo usa-la nas apresentações. Sendo assim, ela celebra sua vida dentro e fora dos palcos. Onde lutou pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, das mulheres, dos afro-americanos e acima de tudo, a liberdade de se expressar artisticamente.


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