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A Minissérie Marvel "ECO"

O Universo Cinematográfico Marvel já está mais que estabelecido. Surgido em 2008 com o herói de armadura dourada vermelha, o Homem de Ferro, passando pelo filme que reúne os heróis mais poderosos da Terra em “Vingadores Ultimato (2019)”. Em meio a isso, tivemos series como “WandaVision (2021)”, O Falcão & O Soldado Invernal (2021)” e “Gavião Arqueiro (2021)”. Da ultima tivemos a anti-heroína Maya Lopez feita por Alaqua Cox. Uma implacável assassina que trabalhava para o Rei do Crime Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio). Surda e muda de origem indígena, ela foi adotada por Fisk. Aprimorou suas habilidades, como bem vimos, na serie do herói de arco e flecha. Onde atirou em Fisk. Acreditando que o matou, foge para sua cidade de natal, Tamaha (Oklahoma). 

Seu passado vem a tona. Revê o tio Henry “Corvo Negro” (Chaske Spencer), dono de uma pista de patinação. Que na verdade, cuida das atividades ilegais na cidade. Mais tarde se encontra com Skully (Graham Greene), comerciante local e foi casada com sua avó materna Chula (Tantoo Cardinal). Pedindo a ele, para consertar a prótese da sua perna. Retorna à casa que morava com os pais William Lopez (Zahn McClarnon) e Taloa (Katarina Ziervogel). O casamento deles era indesejado por Chula. A situação piora com o falecimento de Taloa. Fazendo com que ela e o pai viajem para Nova York. As consequências disso, vimos em “Demolidor (2015 a 2018)” e “Gavião Arqueiro”. O pai é morto pelo Gavião e Maya tenta vinga-lo. Descobrindo com Clint que seu “padrinho” não é quem aparenta.

Assim temos o mote inicial de “Eco (Echo, 2024)”, onde vemos a continuidade do ocorrido ao final de “Gavião Arqueiro” com Maya buscando refugio em sua cidade natal. A minissérie criada por Marlon Dayre & Amy Rardin nos traz a origem de Maya, a tribo Choctaw. Além de retomar a relação com a avó Chula e com ela, sua descendência. Aproveitando o momento em que o tema ficou em evidencia com “Assassinos da Lua das Flores (2023)” do mestre do cinema Martin Scorsese. Que retrata a tribo Osage, comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2023/10/o-conto-real-assassinos-da-lua-das.html. A minissérie soube aproveita isso e trouxe um ar mais místico. Como os Choctaw chegaram ao EUA e se mesclando com a história da terra do tio Sam. Marcado pelo extermínio de outras tribos e que atualmente há poucos remanescentes. 

Junto a isso, vemos como Maya perdeu parte de sua perna. E aproximação com Fisk, com quem criou uma espécie de relação de pai e filha. A perda da mãe e o afastamento da amiga de infância Bonnie (Devery Jacobs) são colocados como rugas de sua história. Assumindo a culpa por isso e tentando se recuperar da dor causada. Maya com o auxilio de Chula consegue apaziguá-la, descobre que pode ser mais que uma matadora de aluguel. “Eco” possui cinco episódios. Alaqua mais uma vez exibe seu talento. Além das físicas vistas anteriormente. São exemplificadas no primeiro episódio, “Chafa”, no confronto contra o homem sem medo Demolidor, que traz de volta ao papel Charlie Cox. Uma vindoura introdução a sua série “Daredevil: Born Again”, a estreia ainda não foi definida. 

A minissérie retoma a pegada mais ágil e violenta de series como “Demolidor” e “Os Defensores”, que estavam no canal das redes sociais Netflix. Como é de praxe, temos a conhecida cena pós-credito. Após enfrentar Maya, Fisk fica abalado emocionalmente. Ela descobre que possui poderes e faz com que o Rei do Crime relembre seus traumas. Com o então inabalável vilão se questione sobre o que vai fazer agora. Deixando o leque aberto para sua participação em “Daredevil: Born Again”. E se aproximando das HQ’s quando Fisk conseguiu ser eleito prefeito na cidade de Nova York e introduzindo a “Saga do Submundo”. Anunciada pela Marvel que focará no mundo do crime deste universo. Em meio à Saga do Multiverso do UCM. Que deve entrar em recesso com os eventos recentes com o Kang Jonathan Majors, que perdeu o papel ao ser preso por agressão.

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