Temos um final de semana bem agitado, na cidade de São Paulo. Bem isso por aqui é “chover no molhado”, já que literalmente ela não para. Além da CCXP na região do Jabaquara (Zona Sul), temos no Autódromo de Interlagos (também na Zona Sul), o Festival Primavera Sound. A filial brasileira em sua segunda edição na nossa terra brasilis. Sua origem é na cidade de Barcelona (Espanha), há 22 anos por Pablo Soler. Ocorrendo nos meses de maio e junho, durante o verão europeu. Entre as atrações Black Midi, Metric, Slowdive, Kekela, MC Bin Laden, The Hives, Cansei de Ser Sexy, Marisa Monte, Pet Shop Boys e The Killers. Vamos discutir o primeiro dia do festival.
Com o sol forte e calor intenso, os suecos dos The Hives retornam ao país depois de nove anos. foi um show energético e homenageando Randy Fitzsimmons, responsável por reunir a banda e principal compositor. O vocalista Pelle Almqvist, interage bastante com o publico. Apesar do sol sob eles, vestidos com tenor e gravata, mantem o pique. Canções como “Main Offender”, “Tick Tick Boom” fizeram alegria dos fãs. Falando em português, declara que a banda é brasileira ao som do maior sucesso deles, “Hate To Say I Told You So”. Pelle vocifera no microfone: “Este é o primeiro show do Hives de vocês? Não deixe ser o último”.
Surgida quando a internet engatinhava no inicio dos anos 2000, para ser o que é hoje, a paulistana Cansei de Ser Sexy. Retornando aos palcos, após quatro anos atrás (2019) quando se apresentou no Popload Festival. A banda atingiu o sucesso mundial, fazendo uso dos programas de informática da época. Canções como “Music is my Hot Hot Sex” do disco homônimo de estreia de 2005, se tornou um hit mundial naquele momento. Atualmente parte da banda vive nos EUA e se reune ocasionalmente. O batera e fundador do CSS Adriano Cintra se desligou em 2011. A simpática cantora Lovefoxxx, Ana Rezende, Luiza Sá e Carolina Parra, as três ultimas se dividem nas guitarras, contrabaixo e teclados, continuam juntas.
No lugar de Cintra temos Chuck Hipolitho. O som indie e o espirito despretensioso fizeram a alegria dos fãs. Ouvimos “Alala”, “Bezzi” e “City Grrrl”, com direito a discurso emocionado de Lovefoxxx. Falando sobre um difícil momento pessoal, relembrou o passado e agradeceu o apoio dos fãs dizendo: “Obrigado por serem pessoas delicadas, esquisitas. Eu preciso de vocês convivendo nesse planeta comigo agora!”. Em 2024, a banda celebra 20 anos de carreira e deixando aberto o que será feito a respeito. Era a vez da musa da musica popular brasileiira Marisa Monte. Com base na turnê “Portas”, ela nos traz seu repertorio que mescla seu atual momento e seu passado irretocável. “Portas” e “Feliz, Alegre e Forte” em meio à “Maria de Verdade”, “Beija Eu”, “Ainda Lembro” onde brinca com o publico se lembra da canção e “Amor I Love You”.
Com direito a homenagem da rainha do rock Rita Lee. Com a presença do marido de Rita, o guitarrista Roberto de Carvalho. Tocaram “Doce Vampiro” e “Mania de Você”. Fechando com “Já Sei Namorar”. Agora uma viagem no tempo, mais precisamente aos anos 80 com a dupla Neil Tennant & Chris Lowe, os Pet Shop Boys. Celebrando 40 anos de carreira com a turnê “Dreamworld”. Revisando o repertorio com “Suburbia”, “Can You Forgive Her” e “Opportunities”. O palco vai se transformando no decorrer da apresentação. Assim como Neil e Chris que trocam o vestuário. Com o primeiro interagindo bastante com os presentes e agradecendo seu carinho. “Domino Dancing”, “Always on my Mind”, “Go West” e “West End Girls”, são cantados por eles. “Being Boring” encerra um show impecável.
O momento muito esperado por todos, The Killers fecha os trabalhos do dia. Com o carismático Brandon Flowers ao lado do intenso baterista Ronnie Vannucci Jr. nos trazem o melhor do repertorio do grupo. O guitarrista Dave Keuning e Mark Stoermer (contrabaixo) estão, ao mesmo tempo, não estão. São substituídos por excelentes músicos de apoio. Abrem com “Mr. Brightside”, que normalmente é a ultima canção tocada nos shows. Logo em seguida temos “Spaceman”, “The Way It Was” e “Smile Like You Mean It”. Brandon diz que é o ultimo show do ano do grupo e por isso, vão “dar o sangue” para ser uma apresentação épica.
Contando com a ajuda dos fãs. É correspondido imediatamente. “Human” e “Somebody Told Me” confirmam isso. A nova “Boy” é tocada. Em “For Reason Unknown” é chamado um fã para tocar com eles. Terminam com a poderosa “All These Things I’ve Done”. E o bis com direito a chuva de papel picado e serpentina ao som de “The Man” e “When You Were Young”. Como sempre foi uma apresentação competente e a forte interação de Flowers com o publico.

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