Quando surgiu em 2020 na grade do canal das redes sociais Netflix, “Enola Holmes” chamou a atenção de todos com a presença da Eleven de “Stranger Things” Millie Bobby Brown como protagonista. Baseado na série de livros infanto-juvenil de mesmo nome escrita por Nancy Springer, onde é a irmã mais nova do maior detetive de todos os tempos Sherlock Holmes. Aqui ele é feito pelo Homem de Aço Henry Cavill. Ela está em busca de sua mãe Eudoria (Helena Bonham Carter, a Bellatrix da saga Harry Potter), que desapareceu no dia que completou 16 anos. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2020/09/enola-holmes-netflix.html
Adaptada por Jack Thorne, que nos trouxe o tocante “Extraordinário (2017)”, e dirigida por Harry Bradbeer, vindo do mundo televisivo inglês com trabalhos como a sitcom “Fleabag (2016 a 2019)” e o thriller “Killing Eve (2018 a 2022)”. Agora eles repetem a parceria em “Enola Holmes 2 (2022)”. Entusiasmada por ter tido sucesso em seu primeiro caso, abre sua agencia de detetive particular. A empolgação de início, vai caindo conforme os primeiros clientes descobrem que ela é muito nova e a confundiram com o irmão Sherlock (Cavill). Prestes a fechar o escritório, ela recebe a pequena Bessie (Serrana Su-Ling). Que contrata seus serviços para encontrar sua irmã desaparecida Sarah Chapman (Hannah Dodd).
Bessie e Sarah trabalham em uma fábrica de fósforos. Investigando mais a fundo, Enola descobre que há algo de errado no livro caixa e que algumas páginas foram arrancadas. Percebe que há fios de cabelo ruivo nele, pela descrição de Bessie a Enola, essa é a cor do cabelo da irmã. Enquanto isso, Sherlock está intricado com seu caso mais recente. Por incrível que pareça, ele não consegue achar conexões com as pistas que possui. Já Enola encontra um novo mundo dentro dos subúrbios de Londres. Onde as sombras escondem mais do que aparentam. Tanto sua investigação quanto a do irmão possuem suas coincidências. Daí o mote inicial de “Enola Holmes 2”, que também tem inspiração em um fato real.
A paralisação das Match Girls em 1885, mulheres que trabalhavam na fábrica de fósforos Bryant & May. Pelas mais de 14 horas dos turnos, as péssimas condições de trabalho com o pó branco toxico do fosforo que contaminava o ambiente, bem como a comida que elas levam para almoçar. Por isso, tiveram o maxilar prejudicado e danos cerebrais, nos casos mais graves. Elas foram lideradas por Sarah Chapman, que faz parte da trama na película. Millie repete o excelente trabalho do primeiro filme com muito carisma e falando diretamente para a câmera. Faz com o espectador se sinta dentro da história. Aproveitando a parceira com Henry, aqui com mais presença de cena e exibindo uma boa veia humorística.
Juntamente com os retornos de Helena, de Susie Wokoma como a perspicaz Edith e o jovem Louis Partridge, este faz o lorde Tewkesbury. Que estava ao lado de Enola e surge como interesse romântico, aos trancos e barrancos. Somado as presenças de David Thewlis (Remus Lupin da saga Harry Potter) como o implacável inspetor chefe Grail e Adeel Akhtar é o detetive Lestrade, ao contrário do que vimos anteriormente é um grande admirador de Sherlock. Inclusive consegue um dos seus cachimbos como recordação.
Em um conto mais ágil, a interação dos irmãos e a pegada de aventura investigativa, cativa pelo amadurecimento de Enola e se aproximando da literatura de sir Arthur Conan Doyle para seu mais celebre personagem. Que inclui a vinda de um velho conhecido de Holmes, que será seu principal rival. E no melhor estilo cena pós credito do Universo Cinematográfico Marvel, surge o doutor John Watson com Himesh Patel, da comédia musical “Yesterday (2019)”, no papel. Para formarem a dupla conhecida mundialmente.

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