Slash se notabilizou como um dos maiores
guitarristas da sua geração. Ao lado do temperamental W. Axl Rose, o boa praça
Duff McKagan, dividiu as seis cordas da guitarra com Izzy Stradlin e Gilby
Clarke, e teve parceiros na bateria como Steve Adler e Matt Sorum. Juntos formaram
um dos maiores grupos de hard rock surgido nos anos 80 e firmando seu nome nos
anos 90, o Guns N’Roses. Você já está cansado de saber sobre as desavenças
entre ele e Axl até que em 2016, as colocaram de lado e voltaram a tocar juntos desde
então. Com a turnê contínua “Not in this Lifetime”, que passou por aqui em duas
oportunidades (2016 e na edição 2017 do Rock in Rio). Em meio a isso, mantem
sua carreira solo ativa.
Ao lado do cantor Myles Kennedy (Alterbridge) e o grupo The Conspirators formado Frank Sidoris (guitarra base), Todd Kerns (contrabaixo e vocais) e Brent Fitz (bateria), lançou seu quarto disco solo, oportunamente chamado “4 (2022)”. Depois da boa receptividade dos três principais trabalhos; “Apocaliptic Love (2012)”, "World on Fire (2015)" e “Living The Dream (2018)"; agora Saul Hudson, nome verdadeiro de Slash, trouxe um novo conceito para o disco. Ele, Myles e os Conspirators gravaram as canções que integram “4” como se estivessem em um show. Isto é, ao vivo. Com todos juntos no estúdio. Bem diferente do que é feito nos últimos tempos. Em especial pelo período atual, com a pandemia da Covid 19 aparentemente sendo controlada. Durante o período mais agudo, cada musico tinha que gravar sua parte em separado. Mas isso já ocorria antes mesmo do que estamos vivendo atualmente.
Assim
revolvem fazer algo mais direto e honesto. O primeiro single “The
River is Rising” é um exemplo disso. Hard potente, com os riffs
marcantes de Slash com a voz
rasgante de Myles a pontuando. “Whatever
Gets You By”, mescla swingue e peso perfeitamente. “C’est
La Vie”, tem uma pegada mais pop rock, que não a descredita, pois exibe todo talento de Slash & Myles. O primeiro detona do “talkbox”. “The Pass Less Followed” e
“Actions
Speak Louder Than Words”, sao puros hard rock lembrando o G N’R na fase
“Appetite For Destruction (1987)”.
A cítara
introduz a ponderosa “Spirit Love”. Riff marcante e peso na medida certa. Em “Fill
My World”, Slash traz na
memória a antológica “Sweet Child’O Mine”.
Podemos dizer que é a parte II da mesma. Em especial pelo modo que Myles a entoa. “April Fool” hard rock no
melhor estilo Slash de ser. “Call Off The Dogs” traz de volta a
chama do bom e velho rock’n’roll. A climática “Fall Back To Earth”,
encerra “4” de forma épica. O saldo final é positivo. Já que com o Guns
N’Roses não retomam a rotina dos estúdios e lançam novo álbum.
O
guitar hero não tem medo de ser feliz ou se preocupar com a opinião dos outros.
Ao lado de Myles e os Conspirators, temos canções que soam sinceras
e ao estilo de Slash, despojadas para que possa desfilar seu jeito de tocar característico com a cartola, as longas mechas encaracoladas de seu cabelo que escondem seu
rosto junto aos óculos escuros e um surrado tênis all star.
The River Is Rising
Whatever Gets You By
C’est La Vie
The Path Less Followed
Actions Speak Louder Than Words
Spirit Love
Fill My World
April Fool
Call off the Dogs
Fall Back to Earth

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