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Girl Power em "AS AGENTES 355"

O mundo da espionagem sempre rendeu bons filmes na sétima arte. O maior exemplo é o agente com licença para matar 007 James Bond, que recentemente encerrou uma era com Daniel Craig a frente do papel. Outras franquias também deixaram sua marca como a britânica “Kingsman” de Matthew Vaughn, a agente sem memória Jason Bourne e o seriado televisivo que ganhou sua versão no cinema “Missão Impossível” com o galã Tom Cruise como o infalível Ethan Hunt. Com isso em mente o roteirista e o produtor Simon Kinberg nos traz “As Agentes 355 (The 355, 2022)”. Conhecido por ter produzido a quadrilogia preludio dos mutantes X-Men e ter estreado como diretor no polemico “X-Men: Fênix Negra (2019)”, agora se volta ao mundo dos espiões.


Estrelado por Jessica Chastain, que ganhou o Oscar 2022 como Melhor Atriz por “Os Olhos de Tammy Faye”, é a espiã da CIA “Mace” Browne que tem como missão recuperar um artefato capaz de se infiltrar em qualquer sistema operacional e causar danos mundiais. No caso, derrubar aviões em pleno voo e/ou ativar ogivas nucleares. Ao lado do seu parceiro Nick (o soldado invernal Sebastian Stan), vai até Paris para recupera-lo com um agente do governo colombiano Luis Rojas (Édgar Ramirez). Como toda operação secreta, algo dá errado. Não só Mace e Nick tinham interesse, o governo alemão também estava atrás dele. Aqui representados pela temperamental agente Marie Scmidt com Diane Kruger (da franquia “A Lenda do Tesouro Perdido”) no papel. Ela e Mace são velhas conhecidas e rivais.


Ambos perdem Rojas de vista e este é pego por capangas liderados por Elijah Clarke (Jason Flemyng). Um mercenário de armas, que deseja o artefato para vendê-lo ao melhor preço. Em meio a isso, Nick é assassinado pelos homens de Elijah. Mace se abate por isso e tem a ajuda involuntária de seu chefe, Larry Marks (John Douglas Thompson). Assim ela vai atrás de uma velha amiga, a hacker Khadijah Adiyeme (Lupita Nyong’o, a Nakia de “Pantera Negra, 2018”), ex-agente do MI6. Junto a elas, a psicóloga Graciela Rivera feita pela musa do cinema espanhol Penélope Cruz. Ela trabalhava com Rojas, por isso é chamada por Mace para ajuda-la a recuperar o artefato e limpar seu nome na agencia. 


Mace tem a ajuda inesperada de Marie. Bem como de Lin Mi Sheng (Fan Bingbing, a Blink de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, 2013”), agente secreta do governo chinês. Assim elas formam “As Agentes 355” e sua trama escrita por Kinberg & Theresa Rebeck traz o melhor dos filmes citados anteriormente. Ação na medida certa, viagens ao redor do globo e um conto onde as aparências enganam. Aliados se tornam inimigos e vice-versa. 


Agora estrelado com cinco grandes atrizes de sua geração lideradas por Chastain. Voltando a trabalhar com Kinberg, ela foi a vilã Vulk de "X-Men: Fênix Negra". O embate inicial entre ela e Kruger, é de dar inveja a Jason Bourne. As duas são duronas, já Lupita é o cérebro do time; enquanto Cruz é a lado humano delas e nenhuma experiência de campo; e Bingbing é a estrategista. Como diz um velho ditado, “A União Faz A Força”. É com ele, as agentes correm contra o tempo para impedir uma possível Terceira Guerra Mundial.


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