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"GHOSTBUSTERS: MAIS ALÉM", Reverência ao Clássico dos Anos 80

No cinema, tudo é aproveitado. Em especial se um filme faz sucesso mundialmente e entusiasma seus produtores a continuar com sua história. Como exemplo recente temos a saga Star Wars do seu criador George Lucas, a franquia “Mercenários” que revisa os filmes de ação dos anos 80 e “Exterminador do Futuro”. Agora chegou a vez dos Caça-Fantasmas, criados pelos comediantes Dan Aykroyd & Harold Ramis, vindos do programa de TV humorístico “Saturday Night Live” no ar desde 1975. Aykroyd, um apaixonado pelo sobrenatural e Ramis com seu timing cômico aliado ao do amigo, levaram adiante a ideia de mesclar o tom cômico que lhes é característico com ares de suspense e terror. Assim surgem os “Caça-Fantasmas (Ghostbusters)”. Para saber mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2016/07/os-verdadeiros-caca-fantasmas-o-5.html

Com Ivan Reitman produzindo e dirigindo, tivemos dois filmes. O primeiro em 1984 e atingiu o sucesso mundial. A esperada continuação só saiu em 1989, “Caça-Fantasmas II (Ghostbuesters II)”. O filme dividiu opiniões, onde uns gostaram e outros já acham que podia ter sido melhor. Sempre houve interesse em fazer mais um filme, só faltava o tema certo para a continuidade das aventuras de Peter Venkman (Bill Murray), Ray Stantz (Aykroyd), Egon Spengler (Ramis) e Winston (Ernie Hudson). Em meio a isso, Harold veio a falecer em 2014 e logo depois foi anunciado um reboot em 2016, “Caça-Fantasmas”, estrelado por Melissa McCarthy e Kristen Wiig. Que contou a participação especial de Murray, Aykroyd e Hudson, mas não reprisam seus papeis. Eram novos personagens sem qualquer relação com os filmes anteriores. Mais no link: https://cyroay72.blogspot.com/2016/07/caca-fantasmas-2016.html


Quando tudo parecia nebuloso em relação aos “Caça-Fantasmas”, eis que Ivan anuncia um novo filme agora dirigido e roteirizado pelo filho Jason Reitman. Conhecido pelos indie “Juno (2007)”, “Amor Sem Escalas (2009)” e “Refém da Paixão (2013)”. No rito que o pai passa a tocha para o filho, aqui temos “Ghostbusters Mais Além (Ghostbusters Aflterlife, 2021)”. Inicialmente era para estrear em 2020, mas devido à pandemia do novo coronavírus, foi adiado. A expectativa era grande, já que agora teríamos uma atualização sobre os destinos de seus amados personagens. E a entrada de novos como a filha de Egon, Callie (Carrie Coon) e seus netos Phoebe (McKenna Grace, a jovem Carol Danvers de “Capitã Marvel, 2019”) e Trevor (Finn Wolfhard, o Mike da série Netflix “Stranger Things, desde 2016”). Aqui estamos 35 anos depois dos eventos vistos em Nova York em “Os Caça-Fantasmas (1984)”. 


Por estar financeiramente falida, Callie é obrigada a levar os filhos para a fazenda do pai, localizada em Summerville. Uma cidade pequena localizada em meio ao deserto dos EUA. A contra gosto, ela vai até lá. Já Trevor e Phoebe apesar de assustados com a situação, vão se adaptando bem. O primeiro vai trabalhar no drive-thru local, interessado na jovem Lucky (Celeste O’Connor) onde é a garçonete patinadora. Já sua irmã herdou a genialidade do avô e vive em seu próprio mundo. Até começar a frequentar a escola local e conhece Podcast (Logan Kim). Um garoto que possui as variadas teorias sobre o mundo em que vivemos e os perigos que o cercam. Junto a ele, o professor Grooberson (feito pelo Homem-Formiga Paul Rudd).

Ele também é um geografo, que pesquisa os tremores que ocorrem na cidade, sem que ela esteja em uma falha sísmica para motivar isso. Um dos mistérios que a cercam. Ao mesmo tempo, Phoebe descobre mais sobre Egon. Encontrando objetos que faziam parte de seu passado como Caça-Fantasma. O detectador de fantasmas, a armadilha e a mochila de prótons. Já Trevor busca meios para impressionar Lucky e encontra o desgastado Ecto-1, com a intenção de reforma-lo. Phoebe leva a armadilha ate a escola e Grooberson reconhece o artefato. Explica o que é e impressionado o leva para fora da escola para ver se ainda funciona.


Ao lado das crianças, consegue ativa-lo e sem querer solta uma criatura. Um velho conhecido dos fãs, o cão vindo das profundezas do inferno. Dai a trama revela seus contornos de reverencia e respeito à película de 1984. Para o espectador mais atento, como este que vos escreve, as verá em seus 124 minutos o legado deixado é muito grande. Vai além de um monstro gigante de marshamallow, sr. Stay Puft. Que aqui ganha sua versão em miniaturas, onde destroem uma seção do Wall-Mart com Grooberson. Já o abestalhado Geleia, deixa de ser guloso por doces, e passa a devorar metal. A interação de McKenna, Logan e Finn está excelente. Preste atenção na primeira e com a experiência do ultimo em “Stranger Things”, lembra os filmes adolescentes dos anos 80 como “Os Goonies (1985)”, “Conta Comigo (1986)” e o clássico “E.T. – O Extraterrestre (1982)”. 


Já Paul tem oportunidade de soltar sua veia cômica e nem lembra de longe o mini-herói do UCM. O grande atrativo está no ato final de “Mais Além” com a presença de Bill, Dan & Ernie usando pela ultima vez suas mochilas de próton para deter um velho inimigo que eles ao lado de Egon conseguiram derrotar em 1984. E agora está tentando cumprir sua promessa em destruir o mundo que vivemos. Splenger conseguiu impedir até sua morte vista na primorosa sequencia de abertura. Aqui ele tem a chance para se despedir de seus amigos e se reconciliar com Callie, que descobre o porquê do distanciamento do pai. E que na verdade Egon estava sempre por perto, sem que ela percebesse.

“Caça-Fantasmas Mais Além” consegue transitar entre o passado, o presente e um futuro à vista, sem que seja uma refilmagem e sim algo original que traz o melhor que os filmes dos anos 80 deixaram. Onde a amizade verdadeira de seus personagens traz de volta aquele sentimento de família. Agora representada por Callie, Phoebe, Trevor e seus novos amigos Podcast, Celeste e Grooberson. Annie Potts e Sigourney Weaver também estão de volta como Janine Melnitz e Dana Barrett respectivamente. Weaver surge na hilariante cena pós-crédito ao lado de Bill. Ao final dos letreiros, há uma segunda cena. Tire suas próprias conclusões e um tributo à memoria de Harold Ramis (21.11.1944 – 24.02.2014).


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