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"SHANG-CHI & A LENDA DOS DEZ ANÉIS", O Universo Cinematográfico Marvel percorre novos caminhos

E tem início a Fase IV do Universo Cinematográfico Marvel! Com a pandemia da Covid 19, os planos da Marvel tiveram que ser refeitos. Adiado várias vezes, o filme da Vingadora Viúva Negra só estreou em julho deste ano. Fazendo e não fazendo parte desta fase, sua história se situa entre “Capitão América: Guerra Civil (2016)” e “Vingadores: Guerra Infinita (2018)”. Em meio a isso, o anuncio da película do herói asiático Shang-Chi pelo todo poderoso da Marvel Studios Kevin Feige para iniciar este novo momento do UCM. Sendo o primeiro filme a ser abordar o pós dos Vingadores reverterem o estalar de dedos do titã louco Thanos em “Ultimato (2019)”. Aqui conhecemos a história de Wenwu, feito pelo veterano ator chinês Tony Leung, e como ele conseguiu os dez anéis que o tornando invencível e imortal. 

Um conquistador que transformou seu exército na organização criminosa com o passar dos anos, como a bem conhecemos na primeira aventura do herói da armadura dourada, “Homem de Ferro (2008)”, a “Dez Anéis”. Sua sede por poder o levou até a lendária vila Ta Lo, onde conheceu sua protetora Jiang Li (Fala Chen). O embate dos dois é inevitável, no melhor estilo “O Tigre e o Dragão (2000)” aliado à magia da Marvel, daí  temos uma poética sequência de luta. O inimaginável acontece, eles se apaixonam. Jiang abandona sua vida como guerreira para viver ao lado de Wenwu, onde têm o primeiro filho Shang-Chi. De repente, um avanço no tempo e vemos Shang adulto despertando.


Este é interpretado por Simu Liu, trabalhando como manobrista de hotel de luxo na cidade de San Francisco (EUA). Tem como melhor amiga, inclusive moram juntos, Katy Bashir (Awkwafina de “Podres de Ricos, 2018”). Ele tem uma vida normal, já que fugiu de casa na adolescência. Não queria ter a mesma vida que o pai. Apesar de ter sido treinado para ser um assassino e assumir seu lugar à frente da organização.  Os dois curtem a vida e passam a noite cantando em karaokês como se não houvesse amanhã. Tudo muda quando são atacados dentro do ônibus quando estão indo trabalhar. 

Wenwu descobriu seu paradeiro e mandou seus homens atrás de Shang e leva-lo de volta para a fortaleza dos “Dez Anéis”. Numa tensa e empolgante sequencia dentro do ônibus, Shang exibe tudo o que aprendeu. No estilo Bruce Lee de outros tempos, ele derrota seus perseguidores e toda luta gravada por um youtuber. Que corre para posta-la em seu canal. Shang ficou preocupado e vai atrás da irmã mais nova, Xialing (Meng’er Zhang). Acreditando que o pai também irá até ela. Por isso, ele e Kathy vão até Macau (China), já que recebeu um postal dela vindo de lá. Chegando, descobre que o local abriga lutas clandestinas.  E acaba se envolvendo em uma delas com a própria irmã.


Antes vislumbramos com uma conexão com as fases anteriores do UCM com a luta entre O Abominável (Sim, o próprio. De “O Incrível Hulk, 2008”) e Wong (Benedict Wong). Voltando os irmãos têm muito conversa para colocar em dia. Ao mesmo tempo, Xialing cobra do irmão uma promessa não cumprida. Voltar para ela depois de sua primeira missão, já que a mãe deles faleceu e o pai amargurado voltou para submundo do crime. Tudo isso na verdade, é um subterfugio de Wenwu, que forjou a carta para reuni-los.

Mais uma vez temos uma das melhores sequencias de lutas do UCM. As lutas fora do prédio em obras entre Shang e os capangas dos “Dez Anéis” são espetaculares. O diretor Destin Daniel Cretton teve a liberdade artística para se inspirar nos filmes do articulado Jack Chan, no citado anteriormente e em outros do gênero artes marciais, vindos da China. Isso trouxe uma estética diferenciada do que temos visto no UCM. Um ar mais oriental, saindo do ocidente e da alta tecnologia em Wakanda.

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Cretton com os roteiristas David Allan Callaham e Andrew Lanham, trazendo uma nova perspectiva ao UCM. Assim como o filme do Doutor Estranho em 2016, a magia está lá aliada pontualmente com a mitologia do oriente. Eles aproveitam para criar um link com “Homem de Ferro 3 (2013)”, onde Wenwu explica que teve vários nomes em sua longa jornada. Explicando a verdadeira origem do Mandarim e que não possui qualquer relação com ele. E que seu nome vem de um prato entalhado de restaurante. Para surpresa de todos, surge Trevor Slattery com o retorno de Ben Kingsley no papel. Este foi aprisionado por Wenwu após sair da prisão. Simu e Awkwafina mostram ótimo entrosamento em cena. 

Ele é carismático e ela exibe ser muito mais que o alivio cômico. O humor entra na medida certa, bem como o drama vivido por Shang. Entre cumprir seu destino ou apenas viver nas sombras, escondido de tudo e de todos. Como já estamos cansados de saber, há a famigerada cena pós credito. No caso, duas. SE NÃO QUER SABER, PARA DE LER AGORA!!! Na primeira, em um papo de bar com os amigos, Shang e Kathy são chamados por Wong que abre um portal. Que os leva até o Santum do Doutor Estranho e descobre que os Anéis estão emitindo um sinal, em uma transmissão de vídeo temos o Hulk Bruce Banner (Mark Ruffalo) e Capitã Marvel Carol Danvers (Brie Larson).

Eles discutem sobre o misterioso sinal. Wong lhes diz que suas vidas nunca mais serão as mesmas. Agora que fazem parte deste universo heroico e Bruce dá as boas-vindas, “Bem-Vindos ao Circo!”. Para relaxar, os três vão para um karaokê e cantam “Hotel California” do Eagles. Já a segunda é mais séria. Vemos Xialing mexendo nas coisas de seu quarto e olha para um retrato desenhado de sua mãe. Ela é chamada para participar de uma reunião. Reparando melhor, Xialing está no salão da fortaleza do pai e ao fundo o símbolo da organização. Shang acreditando que a irmã está fechando tudo, quando na verdade, assume o lugar de Wenwu. Ao final os dizeres: OS DEZ ANÉIS RETORNARÃO!


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