O mago
do cinema Steven Spielberg sempre
foi conhecido como “Peter Pan”. Já
que seus filmes possuem uma alma jovem e aventureira como o personagem de J.M. Barrie. Os críticos mais severos aos seus trabalhos, o acusavam de não
acrescentar uma nova linguagem na sétima arte. Apenas criou o filme
“blockbuster” que arrebenta nas bilheterias. Mesmo assim ele reverenciado pela
saga “Indiana Jones” e clássicos contemporâneos como “Tubarão (1975)”, “Contatos
Imediatos do 3º Grau (1977)” e a aventura scifi “E.T. O Extraterrestre (1982)”. Para inaugurar a dita “fase adulta” do cineasta, tivemos o
drama racial “A Cor Púrpura” em 1985
e o filme de guerra baseado numa história real, “O Império do Sol” de 1987. Que serão discutidos futuramente por
este que vos escreve.
Após “Hook: A Volta do Capitão Gancho (1991)”
e trazer os dinossauros para cinema como uma realidade próxima da nossa em “Jurassic Park: Parque dos Dinossauros”
de 1993, em meio a isso ele se preparava para filmar seu projeto mais
ambicioso, “A Lista de Schindler (The
Schindler’s List)” em 1993. Baseado no romance “Schindler’s Ark (1982)” escrito por Thomas Kenneally, sobre o
empresário alemão Oskar Schindler que ficou conhecido por salvar mais de 1.100 judeus
em meio ao Holocausto Nazista. Reza a lenda que há uns dez anos antes, quando o
administrador da Universal Studios Sid Shenberg e mentor de Spielberg, lhe presenteou com um
exemplar do livro e dizendo que será seu maior filme. O projeto ficou na gaveta
desde então.
Até
que Steven se reconectou com sua
religião. Acredito que poucos saibam, ele é judeu. Isso aconteceu graças ao seu
casamento com a atriz Kate Capshaw, com quem trabalhou e engatou um
relacionamento em “Indiana Jones & O
Templo da Perdição” de 1984. A paixão dos dois foi instantânea, fez com que
Kate converte-se ao judaísmo e assim consumar a união deles. Foi ela que
incentivou Spielberg a reler o livro
e pensar como adapta-lo para o cinema. Com
tudo certo, ele pediu para seu velho amigo George
Lucas o ajudasse na supervisão da edição final de “Jurassic Park”, enquanto inicia as filmagens de “A
Lista de Schindler” na cidade de Cracóvia (Polônia). Assim estava tudo
engatilhado para Spielberg nos
trazer a história verídica de Oskar Schindler, interpretado por Liam Neeson (o mestre jedi Qui-Gon Jinn
da saga Star Wars), onde era um inescrupuloso empreendedor que visava lucrar
com os esforços de guerra na Alemanha nazista.
Fazendo uso da mão de obra judia (quase escrava), onde aqueles que tinham posses perdiam tudo para o estado alemão, já que eram considerados uma raça inferior. Diplomático
e carismático, tem contatos nos altos escalões do exército de Hitler. Consegue uma
fábrica para a produção de panelas. Enquanto isso no gueto judeu, onde todos
foram relocados de suas belas moradas e sem seus pertences mais valiosos, onde lutam
para sobreviver contra a fome e as péssimas condições de suas “novas casas”. Onde famílias dividem o
mesmo cômodo. Em meio a esse caos urbano, somos apresentados às histórias de
alguns sobreviventes. Como o contador Itzhak Stern, feito por Ben Kingsley (Oscar de Melhor Ator por “Gandhi, 1982”). Sendo bastante
influente na comunidade judia. Consegue junto aos mais afortunados dela, fundos
para financiar a fábrica de Schindler. Para ajudar a todos com trabalho e evitar
que sejam enviados para os infames campos de concentração. Até a chegada de um novo comandante, o oficial da SS Amon Göth, comRalph Fiennes (o Voldemort da saga Harry Potter) como seu interprete.
Relocando o gueto e o transforma no Campo de Concentração Plaszóm. Quando na verdade seus habitantes são dizimados e os
poucos sobreviventes são enviados para Plaszóm. Enquanto isso uma inusitada
parceria surge com Schindler e Stern, influenciado pelo segundo, ele ajuda os
judeus a passaram desapercebidos dos horrores da guerra até a chegada de Göth. Usando
toda sua influência no Terceiro Reich, consegue exibir a eles que seus
trabalhadores (chamados de “os judeus de Schindler”) são uteis e estão ajudando
a Alemanha na guerra contra os Aliados. Mas o
fanatismo de Göth pode colocar tudo a perder. Bem como sua personalidade sádica. Onde do alto de sua morada, usando um rifle, atira a esmo
para os judeus no Campo. Apenas por pura “diversão”
pessoal. Um dos principais alvos é a jovem Helen Hirsch (Embeth Davidtz, a mãe de Peter Parker em “O Espetacular Homem-Aranha, 2012”). Göth simpatizou com ela, a
levou para ser sua empregada e vítima de sua tortura física e psicológica. Daí a
trama inicial para “A Lista de Schindler”, onde Spielberg surpreende a todos
com uma realidade dos fatos que chega a assustar o espectador mais desavisado.
Acertadamente
filmado em Preto & Branco, vimos as atrocidades cometidos pelo exército alemão com
a complacência de seus oficiais ao povo judeu. Influenciados pelo discurso autoritário
de Hitler. Onde o pior do ser humano é bem exemplificado. O desprezo pela vida
do seu próximo. Onde cometiam atos em favor de uma fala utópica e sem sentido
algum a um povo que estava lá ser como os alemães. Isto é, fazer com que uma
nação nasça com noções de justiça e igualdade para todos. Sem a dita “raça ariana” propagada por Hitler. Umas das
sequencias mais comoventes, quando o gueto é destruído. Em meio as mortes, à
distância ao pé de um pequeno monte, Schindler vê uma criança perdida. Ela está
usando um vestido vermelho e está à procura dos pais. Junto a isso, corpos dos mortos
são jogados em uma fogueira. O cheiro é insuportável e sua fumaça é vista por quilômetros.
DETALHE:
é o único momento que a película ganha cores com o vestido da menina. Passado certo
tempo, Schindler reencontra a criança. Agora fazendo parte dos corpos a serem
incinerados.
Outra
parte marcante, é quando Oscar e Itzhak conseguem os documentos para libertarem
a todos na fábrica. A lista que dá título ao filme. Porém, devido a uma falha
de comunicação, todas as mulheres e crianças são enviadas a Auschwitz-Birkenau.
Lá é conhecido é como o campo de extermínio judeu. Fazendo com que
Schindler corra contra o tempo, para poder salva-las do pior. Assim temos uma
nova faceta do “Peter Pan” Steven Spielberg, onde equilibrou a inocência
e a aventura de seus trabalhos anteriores como “E.T. O Extraterrestre (1982)”, para exibir um
olhar mais crítico e político em filmes como “Amistad (1997)” e “O Resgate
do Soldado Ryan (1998)”. Por este ultimo levou para casa sua segunda
estatueta do Oscar como “Melhor Diretor”
daquele ano. A primeira foi com “A Lista de Schindler”, reconhecida
pelo seu mérito e empenho.
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