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"UM LINDO DIA NA VIZINHANÇA" ao lado de Tom Hanks


Programas de audiência já fazem parte do cotidiano da humanidade. Seja os matinais ou os de variedades que vemos no decorrer do dia. Um dos mais vistos foi o infanto-juvenil “Mrs. Rogers Neighbourhood”. Criado por Fred Rogers em 1968 e encerrado no ano de 2001. Um desconhecido por aqui em nossa terra brasilis, mas o show do sr. Rogers na terra do tio Sam fez um sucesso arrebatador. Onde as crianças da época, agora adultos aprenderam lições importantes sobre a moral e os bons costumes de lá.  Com isso em mente, o jornalista Tom Junod encreveu para a revista Esquire uma matéria sobre seu principal astro, “Can You Say ... Hero? (edição de novembro de 1998)”. Junod cético quando as reais intenções de Rogers. Já que seu show era marcado pelo alto astral e o bom mocismo que não é visto atualmente. Com o passar do tempo juntos, ele entende sua persona, uma alma carinhosa e bondosa. 

Visando o bem-estar de seu próximo. Mais tarde se tornam amigos. Com isso em mente os roteiristas Noah Harpster & Micah Fitzerman-Blue ao lado da diretora Marielle Heller, que realizou o drama baseado em fatos reais, “Poderia Me Perdoar (2018)”, produziram “Um Lindo Dia na Vizinhança (A Beautiful Day in the Neighbourhood, 2019)”. Junod é interpretado por Matthew Rhys (da serie de TV “The Americans, 2013 a 2018”). Porem seu nome foi mudado para Lloyd Vogel, como ele é um repórter cínico e depressivo que não acredita nas boas intenções de Rogers. Para ser Fred temos o versátil Tom Hanks (Oscar de Melhor Ator por “Philadelphia,1993” e “Forrest Gump: O Contador de Histórias,1994”). 



Vogel recebe a missão de escrever sobre Rogers com certo rancor. Porem está vivendo um drama pessoal. O relacionamento com a esposa Andrea (Susan Kelechi Watson) vai bem, o problema que não consegue se aproximar do filho recém-nascido. Fora uma questão familiar que o incomoda há tempos, a relação conflituosa com o pai Jerry (Chris Cooper). Já este o abandonou e a irmã Lorraine (Tammy Blachand), quando a mãe deles adoeceu. Conforme Lloyd e Fred se aproximam, o jornalista abre seu coração e repensa como o ressentimento e a raiva, fazem mal a ele e todos ao seu redor. O otimismo e a boa vibração de Fred amolecem o coração de Lloyd, onde perdoa o pai pelos erros cometidos.


E a si próprio. Encarando os percalços da vida com a confiança que havia perdido durante sua caminhada. Assim vemos “Um Lindo Dia na Vizinhança”. Pegando emprestado o tom cartunesco do show, a cenografia das cidades é representada por suas versões em miniatura.  Tom faz um excelente trabalho pegando os trejeitos e a fala tranquila de Fred. Juntamente sua filosofia de vida, onde não importa o quanto à vida te leve para o fundo do poço, temos que manter a esperança dentro de nós para superar todos os obstáculos à nossa frente. 

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