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"CREED II", agora é a vez de Adonis criar seu legado


A franquia do perseverante boxeador Rocky Balboa de Sylvester Stallone criou parâmetros para o esporte no cinema. Inovou o modo de filmar as lutas como se estivéssemos no ringue com ele e seu oponente. E ainda nos aproximou de todos seus questionamentos e modo de encarar as dificuldades a sua frente. Além de um sentimento de vencedor que contagia até a pessoa mais pessimista do mundo. Um exemplo, a frase dita por ele ao filho Robert no capitulo final da saga “Rocky Balboa (2006)”: “Não importa quantos sacos a vida te dá. O que importa é o quanto você pode aguentar”. Para saber mais no link abaixo: https://cyroay72.blogspot.com/2016/06/a-saga-de-rocky-balboa.html


Partindo daí, o jovem cineasta Ryan Coogler (que mais tarde faria o filme do protetor de Wakanda, o Pantera Negra, 2018) que teve a ideia de fazer o filme sobre o principal oponente de Rocky, Apollo Creed. Onde este teve um filho fora do casamento com Mary Anne, Adonis. Assim nasceu “Creed: Nascido para Lutar” em 2015. Indo atrás do seu passado, Adonis (Michael B. Jordan) decide seguir os passos do pai e quer Rocky como seu treinador. Comentamos no link: https://cyroay72.blogspot.com/2016/01/creed-nascido-para-lutar.html


Adonis e Rocky se unem e criam um vinculo de pai & filho. Ao final de “Nascido para Lutar”, ele perdeu por pontos a luta contra “Pretty Boy” Ricky Conlan. Mesmo assim, ele seguiu em sua carreira. Com Rocky e Bianca (Tessa Thompson, a Valkíria de “Thor: Ragnarok, 2017”) ao seu lado e seis vitorias consecutivas. Ele luta contra Danny “Stuntman” Weller (o pugilista Andre Ward) pelo titulo dos pesos-pesados. Aprimorado, em uma luta eletrizante, Donnie conquista o cinturão e se torna o novo campeão da categoria. 


Enquanto isso do outro mundo, o passado está pronto para retornar e assombrar tanto Donnie quanto o Garanhão Italiano. Na Ucrânia, Ivan Drago (Dolph Lundgren) está treinando o filho Viktor (o boxeador Florian Munteanu) e deseja retomar as glorias do passado com ele. O promotor de lutas Buddy Marcelle (Russell Hornsby) acompanha de perto a carreira de Viktor e enxerga uma oportunidade de lucrar com um embate entre Viktor e Adonis. Já que ele vem se destacando. Junto a isso, realizando as ambições de Ivan.


Já Bianca e Donnie, fortalecem sua união e se casam. Em seu restaurante, Rocky tem um encontro com a pessoa mais improvável na sua vida. Passado mais de trinta anos, está lá sentado na mesa, Ivan. A troca de olhares entre eles é fulminante e parece uma volta ao passado. Estamos no ringue em Moscou de “Rocky IV (1985)”. Ivan diz a Rocky que seu filho é melhor que Donnie e está aqui para retomar tudo o que perdeu na luta. Em especial, prestigio e respeito.


Num jantar com Bianca, Donnie vê o desafio de Viktor na televisão. Se questionando a respeito, ele vai até Rocky para pedir sua opinião. Este diz que a luta é um erro e que pode ser perigoso. Donnie não aceita isso e retruca que vai lutar mesmo assim. Rocky não quer isso e decide que não vai mais treina-lo. Os dois rompem e Donnie vai até Little Duke (Wood Harris). Filho de Duke, que foi treinador de Apollo, e tem uma academia. 


Os dois se unem e iniciam o treinamento de Donnie contra Viktor. Chega o grande momento. Donnie, visível abalado com o que está para enfrentar.  Encarar o passado e ao mesmo tempo, o futuro ao lado de Bianca. Já que ela está grávida. Na luta, ele sente a força e a raiva de Viktor. Num momento de fraqueza, Donnie está agachado e recebe um soco dele, que o derruba. Por causa disso, Viktor é desclassificado. Assim, Adonis mantem o titulo. Levado desacordado a um hospital e com as costelas quebradas, ele acaba traumatizado. 


Tem que se recuperar por dentro e por fora. Encarar os desafios da vida de frente mais uma vez. Assim temos o mote para “Creed II (2019)”.  Michael B. Jordan reprisa o papel com a desenvoltura e talento vistos no primeiro filme, exibindo bem a ascensão e queda do personagem. Tendo ao seu lado, o mentor Rocky para se reinventar e ressurge. A química com Tessa está perfeita. Desta vez, ela tem mais destaque. Sendo o alicerce para Adonis, o motivando no momento certo. Juntos, trazendo na memoria a cumplicidade de Rocky com Adrian na franquia.


Já Sylvester repete a pegada vista em “Creed: Nascido para Lutar”. Sendo o treinador e conselheiro para Donnie. Em especial quando lhe diz para não repetir seus erros do passado, com o nascimento da filha Amara. Seu distanciamento do filho Robert (Millo Ventimiglia) e que se arrepende por isso. As referencias estão lá. “Rocky II (1979)”, “Rocky III (1982)” e “Rocky IV (1985)”. Em especial os dois últimos. Quando Adonis marca a revanche contra Viktor, Rocky o leva para treinar no deserto. Sem grandes recursos por lá, ele o fortalece com um treinamento pesado. E servindo como uma continuação direta de “Rocky IV”, onde descobrimos o que houve com Ivan após a luta contra Rocky. 


Ele foi abandonado pela esposa Ludmilla (Brigitte Nielsen) e  o culpa o por tudo que perde. Passando seu sentimento de raiva para o filho. Apesar de ama-lo, não sabe transmitir isso a ele. Vendo “Creed II”, relembramos como a saga de Rocky Balboa é atemporal. Seus conflitos e suas vitórias fazem parte da história do cinema e agora são recontados em nova perspectiva. Com Adonis não sendo apenas uma copia sua ou do pai e sim, criando sua própria história e legado. Isso é visto quando Rocky diz a ele ao final da luta, “este é o seu momento”. 

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