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"LEGALIZE JÁ: AMIZADE NUNCA MORRE", o embrião do Planet Hemp


O rock brasileiro passa por momentos difíceis na atualidade. Sem uma grande banda ou artista de expressão para representa-lo.  Você pode pensar que o cenário independente está aí, porém fica restrito a ele. Vivemos novos tempos,  redes sociais estão aí para descobrimos algumas delas. Vamos voltar no tempo, há 25 anos atrás, quando nos anos 90 surgia um das maiores representantes do rock brasileiro. Estamos falando do Planet Hemp de Marcelo D2.


Em um encontro com Johnny Araújo num bar no Rio de Janeiro, D2 lhe contou sua origem no mundo da música. Ele ficou marcado com a frase dita por Marcelo: “Eu vivo um sonho que não é meu, tudo o que eu conquistei. Onde eu cheguei, se não fosse o Skunk eu não estaria aqui”. Daí teve a ideia de conta-la com o auxilio do roteirista Felipe Braga e do próprio D2 para se transformar no filme “Legalize Já: Amizade Nunca Morre (2018)”. D2 fala da importância de Skunk, um músico que conheceu no centro do Rio de Janeiro e juntos criaram o embrião que se tornaria o Planet Hemp, uma das bandas mais influentes da sua geração.


Araújo divide a direção com Gustavo Bonafé, eles nos apresentam Marcelo interpretado por Renato Goés, como um vendedor ambulante de camisetas de rock no centro carioca.  Em meio ao seu cotidiano, escreve em seu caderninho de anotações, toda sua revolta contra o sistema socio-politico e econômico que vivemos nos anos 90. Skunk é vivido por Ícaro Silva. Este sobrevive vendendo cassetes encomendados ou simplesmente gravados para pessoas na rua.


O destino revolve que os caminhos deles se cruzem. Uma batida policial na rua onde Marcelo trabalha e Skunk foge de policiais ao ser acusado como traficante de drogas. Eles se esbarram e Skunk pega sem querer o caderninho de Marcelo. Este vive um drama pessoal com a namorada Sônia (Marina Provenzanno) que está esperando um filho dele, é despejado constantemente de casa pelo próprio pai (Stepan Nercessian).  Ao ler o caderno, Skunk se impressiona com o teor do que está lendo e enxerga o potencial artístico de Marcelo.


Indo aonde o encontrou, iniciando a improvável grande amizade. Assim temos o mote para “Legalize Já: Amizade Nunca Morre”. Funcionando como um tributo de Marcelo à memória de Skunk. Sendo ele a mola propulsora de D2. Que representa tudo aquilo que Skunk queria fazer artisticamente, porém, não se sentia a vontade para fazê-lo sozinho. Discutir a politica do Brasil e a legalização das drogas, em especial a maconha. Skunk não chegou a ver o sucesso que Marcelo obteve com Planet Hemp, faleceu em 1994 por ser portador do vírus HIV. 

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