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A "PEQUENA GRANDE VIDA" de Matt Damon


A ideia de diminuir as pessoas de tamanho sempre fascinou a sétima arte. Nos anos cinquenta, auge da Guerra Fria entre EUA e a então União Soviética, tivemos a scifi “O Incrível Homem que Encolheu (1957)”. Já nos anos 80 se notabilizaram duas produções, “Viagem Insólita (1987)” e a aventura Disney “Querida, Encolhi as Crianças (1989)” que teve duas continuações. Mais recente o tema ganhou força com o herói Marvel “Homem-Formiga” do Universo Cinematográfico Marvel em 2015.

Seguindo tema o mais novo trabalho de Alexander Payne dos dramas existenciais “Nebraska (2013)” e “Os Descendentes (2011)”, nos traz “Pequena Grande Vida (Downsizing, 2017)”. Onde a ficção cientifica de outrora se torna uma realidade. O cientista norueguês Jorgen Asbjornsen (Rolf Lassgard) descobriu um meio de diminuir o tamanho das pessoas e chamou o procedimento de “Encolhimento (na verdade, a tradução correta para o título do filme)”. Após anos de testes com cobaias humanas, Asbjornsen o anuncia em uma convenção.  


O discurso é que o planeta está superlotado e seus recursos naturais estão quase esgotados. Fora a discussão sobre a interferência do homem no meio ambiente, como o derretimento das calotas polares e a presença de gás metano. Asbjornsen, diz que o “encolhimento” é a resposta para a sobrevivência da raça humana. Exemplificando isso, com o quanto uma família em miniatura produz de lixo. O resultado é inacreditável.

Com o tempo, o “Encolhimento” se espalha pelos quatro cantos do mundo. Cada país o usa da forma que lhe cabe. Nos Estados Unidos, o procedimento até que chama atenção, tendo alguns adeptos. Assim conhecemos o terapeuta ocupacional Paul Safranek (o Jason Boune Matt Damon) que vive ao lado da esposa Audrey (Kristen Wiig de “Caça-Fantasmas, 2016”). Vivendo na sua casa de nascença em Omaha. Em uma reunião dos seus antigos colegas de faculdade, vê seus velhos amigos Dave (Jason Sudekis da franquia “Quero Matar Meu Chefe”) e Carol (Maribeth Monroe). Eles fizeram o encolhimento. Paul e Dave conversam a respeito. O segundo lhe diz que em Lazerlândia (terra dos pequeninos), vivem como milionários. 


Enquanto o tamanho deles era diminuído, suas economias praticamente aumentaram. Convencido, decide fazer o encolhimento. Audrey aceita acompanha-lo. Tudo certo, até que no ultimo momento. Paul está miniaturizado e na enfermaria se recuperando. Descobre através de uma ligação telefônica que Audrey desistiu. Ela mesma lhe diz que não queria fazer isso, só aceitou por causa dele. A separação é imediata. Paul está vivendo em Lazerlândia, trabalhando como atendente de telemarketing. 


Morando em um bom apartamento, conhece o desvairado Dusan (Christoph Waltz, Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Bastardos Inglórios (2009)” e “Django Livre (2012)”). Ele é seu vizinho no andar de cima. Este faz festa quase todos os dias, o incomodando constantemente. Resolve finalmente aceitar o convite de ir a uma delas. Lá consome drogas e álcool. Acorda babando no chão da sala e lá enxerga um grupo de faxineiras para limpar o local. Chamando sua atenção Ngoc Lan Tran (Hong Chau). Uma ativista politica do Vietnã, que foi diminuída contra vontade e perdeu parte da perna esquerda, quando tentava fugir de lá.


Ela possui uma prótese defeituosa e Paul vê um meio para conserta-la. O encontro dos dois de inicio, não é amistoso. Mas com o passar do tempo, se torna uma amizade improvável. Daí o mote para “Pequena Grande Vida”. Payne nos traz este conto moderno sobre uma sociedade de consumo desenfreado e sempre em busca de um status social. Onde as aparências enganam realmente. Pessoas comuns desejam ter uma vida como as celebridades do cinema ou de empresários milionários.

Junto a isso, como a humanidade está acabando como o ambiente do planeta. Superpopulação, a poluição corre por toda Terra e seus recursos já estão bem escassos em determinados pontos. Ao mesmo tempo, discute sobre os chamados “cultos” no seu ato final. Aqueles que acham que sabem mais que os outros.

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