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A História Verídica de "TODO DINHEIRO DO MUNDO"


O que a riqueza pode fazer com o homem. A partir do momento que ele enriquece pelo seu empreendedorismo ou simplesmente ganhado uma bolada na megasena ou em jogos de azar. Com dinheiro no bolso ou debaixo da cama ou depositado em contas no exterior. Todo esse enriquecimento justifica o ditado: “O dinheiro traz felicidade”. Para o homem mais rico do mundo, lá pelos idos dos anos 70, o magnata John Paul Getty, essa máxima estava valendo. Dono de uma fortuna imensurável, ele foi um dos primeiros estranhos a explorar petróleo na Arábia Saudita. Vislumbrando o potencial de lá, sendo hoje o principal país exportador do combustível mais consumido por todo globo terrestre. 


Com isso, Getty adquiriu hábitos requintados. Um colecionador de arte. Pinturas, estátuas e artefatos históricos decoram sua imensa mansão. Toda essa dedicação ao trabalho o afastou da família. Mais tarde, tentando se aproximar do filho John Paul Getty Jr.. Oferecendo a ele um alto cargo nas empresas Getty. Fazendo com que leve a esposa Gail e os três filhos John Paul III, Mark e Aileen para Roma. Lá residem e trabalha viajando pelo mundo.

Até chegar a filial no Marrocos, o vicio em álcool se transforma em heroína. Enquanto Gail entra em acordo com Getty, se separando do marido e ficando com a guarda dos filhos. O neto mais velho John III protagonizou um dos eventos mais notórios do ano de 1973. Ele foi seqüestrado e seus raptores estavam pedindo um valor absurdo (mais de 17 milhões de dólares) para devolvê-lo com vida à família. O avô se recusou a pagar o montante. Fazendo o seqüestro ganhasse proporções gigantescas por causa disso.


Assim temos o mote para o mais novo filme de Ridley Scott, “Todo Dinheiro do Mundo (All The Money in the World, 2017)”. Saindo do terror scifi da franquia Alien para levar o espectador para uma trama recheada de suspense e drama. Deixando a investigação policial de lado e focando nos esforços da mãe em recuperar o filho são e salvo. Gail é feita por Michelle Williams (a Marilyn Monroe de “Sete Dias com Marilyn, 2011”). Exibe todo o esforço da personagem e passando por cima de tudo e de todos para atingir seus objetivos. 

Ao seu lado, o chefe da segurança pessoal de Getty, Fletcher Chase. Este é interpretado por Mark Whalberg (o Cade Yeager da franquia Transformers). Um ex-espião que serve de consultor para ambos em situações extremas como a que estão vivenciando. Este se vangloria de nunca ter usado uma arma de fogo. Diz que sua arma é o dinheiro que compra tudo e a todos.


O magnata é representado pelo veterano Christopher Plummer. Que substituiu Kevin Spacey. Sendo demitido por estar envolvido com o escândalo recente em Hollywood de assedio sexual. Fazendo que boa parte da película precisasse ser refilmada. Plummer é um grande ator. Nos brindando com o tom exato de seu personagem. Um homem frio e calculista, que só pensa em tirar vantagem para enriquecemento próprio. Por exemplo, quando finalmente aceita pagar o resgate, depois de ver a orelha cortada do neto pelos jornais, faz uma manobra financeira. Doa o dinheiro para o filho, assim ele não será deduzido pelo imposto de renda. Justificando assim, sua indicação ao Oscar deste ano na categoria para Melhor Ator Coadjuvante. 

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