Brandon Flowers, líder do The Killers, deixa a bem sucedida carreira solo para voltar a tocar com seus parceiros de banda, o guitarrista Dave Keuning, o contrabaixista Mark Stoermer e o animado baterista Ronnie Vannucci. Passados cinco anos desde o ultimo trabalho deles, “Battle Born (2012)”. Eles deram uma parada para recarregar as energias. Enquanto isso, Mark também gravou material solo e saiu em turnê com o Smashing Pumpkins de Billy Corgan; Ronnie tocou ocasionalmente com Brandon e Dave tirou férias.
Juntos
novamente, nos trazem “Wonderful,
Wonderful (2017)”. Com dez canções, que mostram a força musical do
grupo. Sentida nos seus melhores trabalhos, “Sam’s Town (2006)” e “Day
& Age (2008)”. O som que traz de volta os anos 80 com uma pitada de
atualidade. Mesclando a sonoridade dos discos solo de Brandon, “Flamingo” de
2010 e “The Desired Effect” de 2015. Produzido
por Jackniffe Lee, este foi indicado
pelo amigo e mentor, Bono (U2). A maior referencia ao som do The Killers é o U2
e Flowers fala sobre isso abertamente.
Ao som característico dos Killers temos um pouco de groove como no primeiro single “The Man” que pega emprestado o funk “Spirit of the Boogie (1975)” do Kool & The Gang. Já a faixa título “Wonderful, Wonderful”, que abre os trabalhos, é soturna e destacando o contrabaixo de Stoermer com sintetizadores a lá anos 80. “Rut” tem um tom mais pessoal, a esposa de Flowers sofre de stress pós-traumático e ele a compôs a partir da perspectiva dela sobre a vida. Vide o refrão: “Não desista de mim, porque eu estou apenas presa em uma rotina. Estou subindo, mas as paredes continuam empilhando umas nas outras”. “Life to Come” e “Run for Cover”, são canções padrão The Killers.
Já “Tyson vs Douglas”, recorda a luta de
boxe entre o então campeão invicto Mike Tyson que foi nocauteado por Buster Douglas. Canção pulsante com Dave &
Ronnie dando seus toques pessoais. “Some Kind of Love”, balada climática que
sampleia “An Ending (Ascent)” de
Brian Eno. Ela faz parte de “Apollo: Atmospheres
and Soundtracks (1983)” de Eno. “Out
of my Mind”, canção que sintetiza o melhor dos anos 80. “The Calling” começa
com a narração de Woody Harrelson
cita uma parte da Biblia, o riff e o slide da guitarra de Dave chamam atenção
para este blues rock, com ares do clássico “Achtung
Baby (1991)” do U2.
“Have All The Songs Been Written”
encerra o disco com uma história interessante. Brandon sofrendo um bloco criativo momentâneo, conversa a respeito com
Bono. Perguntando se todas as canções já foram escritas e Bono apenas lhe diz que a frase
daria um bom título para uma delas. Daí veio à inspiração para compô-la e
chamar o guitar hero Mark Knopfler
dar o ar da graça.
Reflexiva,
ela aponta um caminho para o grupo. Seu amadurecimento, criando sua
marca registrada no mundo da música. Mas sem a presença de Dave e Mark. Que não
vão sair em turnê com Flowers e Vannucci. “Wonderful,
Wonderful” é um aperitivo da vindoura passagem do The Killers em nossa terra brasilis no mês de março de 2018 no
festival Lollapalooza na cidade de São Paulo. A versão nacional traz três faixas bônus: o pop rock "Money on Straight" e dois remixes para "The Man" feitos por Jacques Lu Cont e Duke Dumont respectivamente.
1. WONDERFUL WONDERFUL
2. THE MAN
3. RUT
4. LIFE TO COME
5. RUN FOR COVER
6. TYSON VS DOUGLAS
7. SOME KIND OF LOVE
8. OUT OF MY MIND
9. THE CALLING
10. HAVE ALL THE SONGS BEEN WRITTEN?
11. MONEY ON STRAIGHT
12. THE MAN (JACQUES LU CONT REMIX)
13. THE MAN (DUKE DUMONT REMIX)



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