Com o anuncio recente feita pela NASA, onde foi descoberto fontes de água salgada no planeta vermelho Marte. Culminou no mais recente trabalho do eterno Jason Bourne Matt Damon na tela grande, “Perdido em Marte (The Martian, 2015)”. Baseado na ficção cientifica de mesmo nome do escritor norte americano Andy Weir e dirigido pelo especialista em filmes épicos nos dias de hoje Ridley Scott.("Gladiador, 2000" e "Êxodo: Deuses & Reis, 2014"). Scott volta a filmar um conto espacial, desde “Prometheus (2012)”. Aqui temos a história do astronauta Mark Watney (Damon) que foi deixado para trás por seus companheiros de missão, em um dos voos tripulados para Marte.
Ao final dela, são pegados por uma tempestade e acaba vitimando Watney. Acreditando que ele realmente morreu, iniciam o voo de volta para a Terra. Mais tarde, em meio ao deserto vermelho, Watney desperta e descobre que o esqueceram. Assim começa sua luta pela sobrevivência até a chegada de uma missão de resgate. Só com um pequeno porem: todos acreditam que ele faleceu e agora precisa provar que está vivo antes que realmente morra de fome lá. Vivendo no modulo de sobrevivência instalado em Marte, Mark usa sua inteligência e conhecimentos em botânica para criar um jeito de sobreviver e plantar ao algo na terra vermelha. Com o equipamento de lá, consegue se comunicar com a NASA.
Daí temos o questionamento: a tripulação que o deixou está na metade do caminho para casa e pode ser uma alternativa de resgate. Só que eles correm o risco de não ter combustível suficiente para um novo voo de retorno. Enquanto na Terra, a NASA discute como enviar uma nova nave para resgatar Matt. Sendo o tempo de viagem até Marte é de pelo menos quatro anos. O livro foi adaptado por Drew Goddard, da turma de J.J. Abrams da produtora Bad Robot e um dos responsáveis pelo roteiro do cultuado seriado televisivo “Lost (2004 a 2010)”.
Ao contrário de outras películas de ficção cientifica como os clássicos “2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)”, “Contato (1997)” e mais recentemente “Interestelar (2014)” de Christopher Nolan que discutem filosoficamente a razão de estarmos aqui no Cosmos (qual é o nosso papel e como ele será determinante para nosso futuro). Em “Perdido em Marte” temos a história de superação de Mark para conseguir sobreviver à aridez do planeta e a espera para ser salvo. Enquanto do outro lado, seus amigos na nave discutem se devem ou não voltar para ajudá-lo.
A comandante da missão Melissa Lewis (Jessica Chainstain, “Interestelar, 2014”) questiona os colegas: o major Rick Martinez (Michael Peña, o abestado Luis do filme Marvel “Homem-Formiga, 2015)” e os cientistas Beth Johanssen (Kate Mara, a mulher invisível do novo “Quarteto Fantástico, 2015”), Chris Beck (o soldado invernal Sebastian Stan) e Alex Vogel (Aksel Hennie,“Hércules, 2014”). Como podem ajudar Mark e ao mesmo tempo, todos retornarem vivos para casa. Na terra, o pessoal da NASA é representado por Teddy Sanders (Jeff Daniels, o Débi de “Débi & Lóide, 1994”), Annie Montrose (Kristen Wiig, “Missão Madrinha de Casamento, 2011”) e Venkat Kapoor (Chiwetel Ejiofor, “12 Anos de Escravidão, 2013”) tentam encontrar um meio deles fazerem isso.
Sem que
haja baixas na tripulação. O carisma e talento de Matt seguram o filme. Como vimos Will Smith fazer brilhantemente em “Eu Sou A Lenda (2007)”.
“Perdido em Marte” vemos várias referências a cultura pop (no caso, Mark grava
seus depoimentos sobre o que está pensando em fazer para sobreviver e discuta
sobre o gosto musical da comandante Lewis) junto ao otimismo e bom humor do
personagem de Damon nesta situação adversa. Fazendo com que sobreviva e
consiga voltar para os braços da sua família. Uma das grandes virtudes da
película é não se levar a sério demais como outras do gênero.

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