Versatilidade é como
podemos definir Sean Penn. Ganhador de
dois Oscar’s de Melhor Ator pelas suas memoráveis atuações nos filmes “Sobre
Meninos & Lobos (2004)” e “Milk: A Voz da Igualdade (2009)”. No começo de
carreira, era mais conhecido pelo gênio difícil e seu casamento com a
popstar Madonna nos anos 80. Mesmo assim, chamou atenção no filme adolescente “Picardias
Estudantis (1982)” como o sem noção Jeff Spicoli.
E mais tarde nos dramas
“Caminhos Violentos (1986)”, “As Cores da Violência (1988)” e “Pecados de
Guerra (1989)”. Finalmente acabou a fama de bad boy em “Os Últimos Passos de
um Homem (1995)”. Drama baseado em fatos reais que lhe rendeu sua primeira indicação
ao Oscar de Melhor Ator daquele ano.
Daí, se
mostrou como um dos melhores atores da sua geração nas películas “Um Tiro de
Misericórdia (1990)”, “Pagamento Final (1993)”, “Além da Linha Vermelha (1998)”,
“Uma Lição de Amor (2001)”, “21 Gramas (2003)”, “A Árvore da Vida (2011)” e “Aqui
é o meu Lugar (2011)”.
Seu trabalho como
roteirista e diretor, também é reconhecido. Desde “The Indian Summer (1991)”,
seu primeiro filme atrás das câmeras, passando pelos suspenses “Acerto Final
(1995)”, “A Promessa (2001)” e o indie “Na Natureza Selvagem (2007)”.
Agora ele volta para
frente das câmeras com o thriller de ação “O
Franco Atirador (The Gunman, 2015)”. Baseado no romance “The Prone Gunman” escrito
pelo francês Jean-Patrick Manchette.
Penn é o atirador de elite Jim
Terrier, que trabalha para uma firma que cuida da segurança de uma ONG que trata dos feridos e desabrigados no Congo, país destruído por uma guerra civil que
já dura há várias décadas.
Ao mesmo tempo, Jim tem
um romance com a médica da ONG, Annie (Jasmine
Trinca). Lá conhecemos seus companheiros de trabalho Cox (Mark Rylance), que coordena as
atividades de campo, e Felix (Javier
Bardem, Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Onde os Fracos Não Tem Vez,
2008”), seu melhor amigo e líder da unidade.
Só que a empresa em que
trabalham, na verdade os contrata para assassinar o primeiro ministro do Congo
e assumir o controle das atividades de lá sem que haja suspeitas de suas
atividades ilícitas. O talento de Terrier é sua mira perfeita. Para isso, ele precisa deixar o país e não falar
nada para Annie.
Passados oito anos, Jim
está de volta ao Congo. Agora em um trabalho humanitário e não mais como
assassino contratado. Porém, lá sofre um atentado. Vai até a Inglaterra para
falar com Cox e descobrir o que está acontecendo. Este não esclarece muita
coisa, indica Felix que era o contato deles no Congo e que está morando em
Barcelona agora.
Chegando a cidade catalã,
Jim vê que Annie e Felix se casaram. O embate entre eles não é agradável. Onde Jim
descobre que tem uma doença que o deixa incapacitado de executar suas funções
quando está em uma situação de stress extremo. Lá ele é socorrido por Stanley (Ray Winstone de “Noé, 2014”).
Jim corre contra o
tempo para descobrir quem está atrás dele e procura um meio para se reconciliar
com Annie. Esta é a trama básica de “O
Franco Atirador”. Dirigido por Pierre
Morel, responsável pelo primeiro filme da franquia “Busca Implacável (2009)”.
Onde Morel nos traz um trabalho
repleto de ação, tiros e explosões com um Sean
Penn exibindo uma aptidão física de dar inveja ao novo James Bond Daniel
Craig, no auge de seus 54 anos.
A história tenta nos
mostrar também os ideais políticos de Penn, já que ele é um dos responsáveis pela adaptação para a tela grande bem como um dos seus produtores. Onde vemos um país devastado pela guerra e quem realmente sofre é sua população
carente. Em especial, quando tem um governo corrupto à sua frente, mais
preocupado com o enriquecimento pessoal do que o bem geral de uma nação.





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