Para iniciar o ano de 2015, vamos falar a principal estreia nas salas de cinema é o filme mais recente da franquia “Uma Noite no Museu”. Chegando a sua terceira parte, “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba (A
Night at the Museum: Secret of the Tomb, 2014)”. Mais uma vez dirigida
por Shawn Levy, responsável pelo drama “Gigantes de Aço (2011)” e a comédia “Os Estagiários (2013)”. Agora
ele volta ao mundo dos artefatos históricos ao lado de Ben Stiller e Robin
Williams, numa das suas últimas participações na sétima arte.
Vamos
relembrar os dois primeiros filmes da franquia. Estamos no
ano de 2006, tivemos o primeiro “Uma
Noite no Museu (A Night at the Museum)”. Stiller é Larry Daley, um inventor fracassado e desempregado que tenta
viver em harmonia com a ex-mulher Erica (Kim
Raver, a Audrey Raines da serie de TV, “24 Horas”) para juntos criar o
filho Nick (Jake Cherry de “O
Aprendiz de Feiticeiro, 2010”).
Aceitando uma oferta para
trabalhar como vigia noturno no Museu de História Natural em Nova York. Lá
conhece Cecil Fredericks (Dick Van Dyke),
Gus (Mickey Rooney) e Reginald (Bill Cobbs de “Oz: Mágico &
Poderoso, 2013”), que também são vigias. Recebendo as instruções de como
trabalhar lá, Larry é avisado por Cecil que deve segui-las literalmente, se
quiser continuar no museu. Estranhando, Larry nem
desconfia o que acontece no museu ao anoitecer. Quando descobre, simplesmente
surta. Sendo perseguido pelo esqueleto de um T-Rex, conversando com o Presidente Theodore
Roosevelt (Williams) e atacado
por Atila, o Huno (Patrick Gallagher).
Ao mesmo tempo, discutindo com um chimpanzé, miniaturas do exercito romano
lideradas por Octavius (Steve Coogan
de “Philomena, 2013”) e de cowboys guiados por Jedediah (Owen Wilson de “Os Estagiários, 2013”). Aos poucos, Larry se
acostuma com a situação. Pesquisando, descobre o que dá vida as peças do museu,
é a placa de ouro do faraó Akhmenrah (Rami
Malek). O filme conta no seu elenco também Carla Gugino (“Os Pinguins do Papai, 2011”), o comediante inglês Rick Gervais, Mizuo Peck e Anne
Meara-Stiller, mãe de Ben na vida real.
Já em
2009, tivemos o segundo episódio, “Uma Noite no Museu 2 (Night at the Museum: Battle of the
Smithsonian)”. Larry deixou o emprego A de vigia e agora é um bem-sucedido empresário, graças às suas
invenções. Em uma visita ao museu, descobre que as peças serão substituídas por
outras mais modernas e interativas. Ao conversar com dr. Phee (Gervais), o curador de lá, lhe diz que
elas serão transferidas para o Museu Smithsonian em Washington DC.
Larry vai até Washington resgatar seus amigos. Lá encontra Kahmunrah
(Hank Azaria, o Gargamel dos filmes
dos Smurfs), irmão mais velho de Akhmenrah (Malek), que deseja usar a placa para beneficio próprio. Onde pretende
a dominação mundial. Com ajuda de Teddy,
Jedediah, Octavius, Atila e Sacagawea (Peck),
Larry tenta impedir Kahmunrah. Assim conhecemos a aventureira Amelia Earhart (Amy Adams, a Lois Lane de “Homem de
Aço, 2013”) e o general Custer (Bill
Hader do show humorístico Saturday Night Live). Do lado dos vilões temos Al
Capone (Jon Berthal, o Shane da
serie de TV “The Walking Dead, 2010 até hoje”), Napoleão Bonaparte (Alain Chabat) e Ivan O Terrível (Christopher Guest).
É aonde chegamos ao
terceiro capitulo. Se você viu (ou não) o segundo, por favor não considere isso
um spoiler. Larry salva seus amigos e usa a placa a favor deles, onde todos
pensam que a magia é um efeito visual. O museu só fica aberto à noite. Assim, todos
podem transitar normalmente e interagir com os visitantes. Larry é o coordenador
das atividades noturnas. Antes, somos introduzidos às origens da placa na cena
de abertura que nos traz na memória, os filmes do arqueólogo Indiana Jones.
Lá temos
o link entre ela e Fredericks (Van Dyke).
Onde foi este, quando criança, junto ao pai explorador a encontrou em uma viagem
ao Egito. Voltando ao museu, em
um evento que anunciava uma nova atração. As peças surtam, assustando todos os
presentes. Larry com o auxilio de Ahkmenrah vê que a placa está se corroendo e
perdendo seu poder. Ele lhe diz que seu pai Merenkahre (sir Ben Kingsley) é o único que pode
resolver o problema. Pois conhece o segredo dela.
Um pequeno detalhe: ele está na Inglaterra. Mais exatamente no Museu Britânico.
Assim Larry parte para o velho continente para consertar a placa. Usando a
influencia do dr. Phee, ele viaja para lá com o pretexto de restaurar algumas
peças do museu. Entre elas, seus amigos. Com a placa lá, os objetos ganham
vida. Em meio à busca por Merenkahre, esbarram com o cavaleiro da Távola
Redonda sir Lancelot (Dan Stevens, o
Matthey de “Downton Abbey, 2010
até hoje”).
Essa é
trama básica de “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Levy soube aproveitar as boas sequencias das primeiras películas:
os homens das cavernas (em especial, um boneco criado à imagem e semelhança de
Larry), as atrapalhadas das miniaturas Jedediah e Octavius, o ótimo timing de Stiller, equilibrando exatamente
momentos de ação e comédia (em especial ao lado do chimpanzé Dexter) e ao
trazer de volta os veteranos Van Dyke,
Rooney e Cobbs para criar um link entre os filmes.
“Uma Noite no Museu 3” encerra a franquia de modo digno e ao mesmo
tempo, se mostra um rito de passagem. Onde Larry tenta ajudar e entender o
filho Nick (Skyler Gisondo) agora
adolescente, a decidir como seguir com sua vida. E contando com a participação especial de um herói da Marvel (detalhe: ele tem garras de adamantium). Temos a oportunidade de
vermos um pouco do talento de Robin
Williams em cena. Bem como a pequena participação de Mickey Rooney que também se despede, sendo este falecido em abril
do ano passado. Entre os novos membros, temos a comediante australiana Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita, 2012”)
como a guarda noturna do Museu Britânico.



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