Desde que tivemos o reboot do antológico seriado televisivo dos anos 80 “Anjos da Lei”, levado para a tela grande por Jonah Hill, comediante norte americano da nova geração. A série foi criada por Stephen J. Cannell, o mesmo de outro clássico oitentista, “Esquadrão Classe A”. A expectativa por uma sequencia era grande. Uma aposta arriscada que deu certo.
Fã de carteirinha do seriado, Hill esperou o momento para soltar a adaptação quando estivesse com
seu nome já estabelecido no mercado cinematográfico. Desde a comedia
adolescente “Superbad (2007)” passando pelo drama cômico “Tá Rindo Do Quê?
(2009)” e chegando até a atuação elogiada em “Moneyball: O Homem que Mudou o
Jogo (2011)”, onde inclusive foi indicado ao Oscar de Melhor Ator coadjuvante
daquele ano.
Dai um pulo para seu
projeto pessoal ser levado a sério. Em 2012, tivemos “Anjos da Lei”. Para saber mais, no link: http://cyroay72.blogspot.com.br/2012/05/os-anjos-da-lei-estao-de-volta.html . A empreitada dá certo.
Sendo um grande sucesso de bilheteria. Agora é o momento de dar
continuidade à história dos policiais infiltrados Schmidt (Hill) e seu melhor amigo Jenko (Channing Tatum), é aonde chegamos a “Anjos da Lei 2 (22 Jump Street, 2014)”.
Mais uma vez dirigidos por Phil Lord
& Christopher Miller das animações “Tá Chovendo Hamburger 1 & 2
(2009 & 2013)” e “Uma Aventura Lego (2014)”.
Devido ao sucesso da
missão quando se passavam por estudantes num colégio, eles foram promovidos
para policiais. Só que na sua primeira operação, disfarçados de traficantes
mexicanos, tudo dá errado. Por isso, eles retornam a Jump Street e junto ao
capitão Dickson (o rapper Ice Cube).
Eles agora vão para a faculdade e descobrir quem está vendendo uma nova droga
sintetizada chamada Why Phy.
Onde o aluno fica chapado por mais de quatro horas
e podendo leva-lo a morte. Como da primeira vez
(uma frase que é repetida ao longo da película), Schmidt e Jenko correm atrás de
pistas do traficante e de quem está produzindo a droga. Desta vez, a dupla vê
um revés na sua amizade. Quando integrados, tanto Schmidt e Jenko, encontram
pessoas que combinam mais com suas personalidades distintas.
Schmidt, o nerd,
encontra sua alma gêmea, a estudante de artes Maya (Amber Stevens). Enquanto Jenko vê no astro local da faculdade Zook
(Wyatt Russell), no seu modo de
pensar e agir como semelhantes. Assim rola a trama de “Anjos da Lei 2”. Com o duo formado por Hill & Tatum mostrando e
fortalecendo o entrosamento do primeiro filme.
Onde o exagero fazendo parte de
suas ações até o fim da película. Por exemplo, justificando o novo tÍtulo, o
endereço 21 Jump Street foi comprado por coreanos. Daí, a operação passou a
chamar “22 Jump Street”, a casa em frente. E brincando ainda com o numero 23,
que deve ser adquirido pelo governo e sendo uma indicação, caso haja uma nova
continuação.
Ou quando estão na nova
base, o escritório de Dickson parece um enorme “cubo de gelo”, brinca Jenko. Tradução
literal do nome do rapper Ice Cube. Fora
as piadas sobre a sexualidade de Schmidt e o nível intelectual de Jenko. As referencias não
ficam somente no antigo seriado, temos a frase “Estamos velhos demais para essa
b....” da franquia Máquina Mortífera e de outros filmes policiais dos anos 80
& 90.
E na sequencia final, onde vemos uma clara alusão ao filme “Spring
Breakers: Garotas Perigosas (2013)”. “Anjos da Lei 2” vale a ida ao cinema por colocar na medida certa, a
ação desenfreada com humor sarcástico. E não saia da sala, pois durante a sequência
pós-créditos, eles brincam sobre as possíveis continuações onde vemos Hill & Tatum chegarem à terceira
idade, disfarçados de estudantes.

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