Aproveitando
a estreia de seu último trabalho, “Jersey
Boys: Em Busca pela Fama (Jersey Boys, 2014)”. Saiu por aqui à biografia
escrita por Marc Elliot e lançado
pela editora Nova Fronteira. Chamada de “Clint Eastwood: Nada Censurado”. O
livro conta os cinquenta de carreira do cineasta, quando começou como cavador
de piscinas para os milionários da Califórnia até se arriscar como ator no
seriado de TV “Rawhide (1959 a
1966)”. Para se tornar um dos atores e diretores mais influentes da sua geração.
Elliot opta por conta os altos e baixos de Clint, tanto na vida pessoal como profissional. Onde vemos a fama de conquistador quando jovem. Dizem as más línguas, entre aquelas que dividiram lençóis com ele, Catherine Deneuve (a conheceu quando foi filmar com Sergio Leone em Paris) e Jean Seberg (a diva de Jean Luc Goddard em “Acossados, 1969”) ao atuar em “Os Aventureiros do Ouro (1969)”. Tendo uma vida matrimonial igualmente conturbado. Quando casado com Maggie Johnson, a mesma fazia vista grossa aos quentes romances fora do casamento. E a relação conflituosa com a atriz Sandra Locke, que mesmo após a separação brigavam constantemente para a alegria dos tabloides de celebridades.
Vemos também sua admiração por John Wayne e uma história engraçada sobre sir Richard Burton. Quando estrelaram o filme “Desafio das Águias (1968)”. Onde Burton o chamou para conversar no seu quarto do hotel às 10 horas da manhã. Lá ficaram até de madrugada, bebendo scotch e fumando cigarros, com Burton recitando Shakespeare e contando piadas. O começo de sua carreira cinematográfica em uma ponta no filme “A Revanche do Monstro (1955)” como um cientista até se tornar o cowboy sem nome da saga western spaghetti de Sergio Leone (“Por Um Punhado de Dólares, 1964”, “Por Uns Dólares a Mais, 1965” e “Três Homens em Conflito, 1966”). Passando para o policial truculento e incorruptível “Dirty” Harry Calahan nos filmes “Perseguidor Implacável (1971)”, “Magnum 44 (1973)”, “Sem Medo da Morte (1976)”, “Impacto Fulminante (1983)” e “Dirty Harry na Lista Negra (1988)”.
Sendo “Perseguidor Implacável” dirigido por Don Spiegel, o tendo como um parceiro e forte referência de Eastwood como diretor. Onde fizeram juntos, além do citado acima, “O Inferno é para os Heróis (1962)”, “Meu Nome é Coogan (1968)”, “Os Abutres Têm Fome (1970)”, “O Estranho que Nós Amamos (1971)” e “Alcatraz: Fuga Impossível (1979)”. Outra grande influência como diretor de Clint é Sergio Leone. Isso pode ser visto em “Os Imperdoáveis (1992)” e nos seus créditos finais, uma dedicatória a ele e a Spiegel. Sendo com esta película que definiu seu posto como grande diretor que é. Com “Imperdoáveis”, ele ganhou o Oscar de Melhor Diretor e estatuetas de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Gene Hackman) e Melhor Montagem. Com um discurso “grave agora e faça perguntas depois”, Clint criar sua própria produtora, a Malpaso.
O livro foca no seu estilo de filmar, onde alguns dizem que ele é uma pessoa autoritária e de difícil convivência. Mas que ao mesmo tempo é instintivo e libertário. Onde ao contrário, de muitos atores da época, ele tomou as rédeas da carreira. Daí como produtor, pode fazer as coisas do seu jeito. Estreando na cadeira de diretor no suspense “Perversa Paixão (1971)” passando pelos filmes de ação “Escalado para Morrer (1975)” e “Rota Suicida (1979)”, os westerns “Josey Wales: O Fora da Lei (1976)” e “O Cavaleiro Solitário (1985)”. Indo até para ficção cientifica com “Cowboys do Espaço (2000)”. Chamando atenção do grande público e da crítica com a cinebiografia do saxofonista Charlie “yardbird” Parker, “Bird (1988)”. Nos anos 90 e 2000, a ascensão como diretor nos filmes “Um Mundo Perfeito (1993)”; o romance “As Pontes de Madison (1995)” com Meryl Streep; os oscarizados “Sobre Meninos & Lobos (2003)” e “Menina de Ouro (2004)”.
Pelo qual ganhou sua segunda estatueta como Melhor Diretor daquele ano. Se reinventar ao fazer os filmes de guerra “A Conquista da Honra (2006)” e “Cartas de Iwo JIma (2006)”, conta a histórica batalha no arquipélago dominados pelos japoneses. Dando o ponto de vista de cada um sobre o ocorrido. No caso, o americano e o japonês respectivamente. “Nada Censurado” nos passa uma ideia de como é a persona de Clint Eastwood. Um homem carismático, ao mesmo tempo, temperamental. De poucos e verdadeiros amigos, reconhecedor do valor daqueles que estão ao seu redor e de poucas palavras. Uma pessoa que tem olhar crítico e perseverante do próprio país (Estados Unidos). Onde o autor resume isso com a frase: “Um rebelde social e mulherengo impenitente que se transforma em herói e fardo para os que mais se importam com ele”.




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