Entrando
em cartaz nas salas de cinema da sua cidade, temos a cinebiografia sobre o
fundador da Apple, Steve Jobs. Estrelado por Ashton Kutcher do seriado de TV “Two & A Half Man (2011 até hoje)”. “Jobs” é dirigido por Joshua Michael Stern de “Promessas de um Cara-de-Pau (2008)”. O
filme começa com a apresentação do iPod em 2001, com Jobs (Kutcher) envelhecido e preparando o terreno para tornar a Apple, a
empresa número um no terreno da informática. E de repente, vamos aos seus
tempos de faculdade nos anos 70, quando procurava incessantemente algo que
pudesse mudar o mundo a sua volta.
Em uma viagem lisérgica a base de LSD, tem um vislumbre e parte para o ramo de design com ênfase na criação de jogos para a empresa de games Atari (o único emprego registrado como funcionário). Em sua busca para criar algo novo, Jobs recebe um trabalho do chefe do departamento para resolver o problema de configuração de um jogo e por isso receberá U$$ 3.000 dólares.
Não achando um jeito de consertá-lo, pede ajuda para o amigo de infância Steve “Woz” Wozniak (Joshua Gad de “Quebrando a Banca, 2008”). Daí, vemos o lado empreendedor e ambicioso de Jobs, Woz pergunta a ele quanto vai ganhar pelo serviço e Jobs fala que irá receber U$$ 700 dólares. Trabalho feito. Jobs vai até a casa de Woz para levar sua parte (U$$ 350). Até que percebe um monitor com teclado e uma placa mãe. Pergunta ao amigo, o que é isso e ele responde é que um protótipo para um computador doméstico e pessoal.
Jobs tem uma ideia que dá início a Apple Computer. Junto à genialidade de Woz, os dois fundam a empresa que irá mudar o rumo da informática e tecnologia para usuários comuns e grandes empresas. E para a empreitada tem o auxílio dos amigos Daniel Kottke (Lucas Haas, o garotinho de “A Testemunha, 1985”), Bill Fernandez (Victor Rasuk), Bill Atkinson (Nelson Franklin), Chris Espinosa (Eddie Hassell) e Rod Holt (Ron Eldard). Tudo começa na garagem de seus pais até o encontro com o executivo Mike Markkula (Dermot Mulroney de “A Perseguição, 2012”), que resolver investir na companhia e no primeiro computador pessoal construído por eles, o Apple One.
Assim vemos o crescimento da Apple, com Steve se distanciando dos amigos mais próximos e da namorada de faculdade Chris Ann-Brennan (Ahna O’Reily), com quem tem uma filha que renega inicialmente, Lisa Brennan-Jobs.
O sucesso da Apple faz com que Jobs se torne um executivo que não mede esforços para conseguir realizar todos os seus sonhos do exato modo que sonho e/ou imaginou. Os lados, empreendedor e empresarial, se confundem. Onde Jobs se mostra uma pessoa sem qualquer escrúpulo para obter o sucesso pessoal, com a desculpa que está fazendo isso para ajudar as pessoas a ter acesso a uma tecnologia fácil e usual.
“Jobs” segue uma linha ficcional baseada em fatos reais. Onde a persona de Steve Jobs é mais do que o cara legal que cria coisas legais para as pessoas brincarem, como por exemplo, o iPod. Vemos Steve Jobs, não como um grande criador, mas como uma pessoa capaz de catalisar as ideias mais insanas em uma oportunidade comercial desejada pelas grandes empresas em geral.
Ashton Kutcher é responsável por segurar o filme. Uma história
enriquecedora que poderia ser melhor aproveitada. A ótima atuação de Kutcher compensa alguns pontos que
ficaram em branco no decorrer da película.


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