Na onda do Rock in
Rio, tivemos na noite da última quarta-feira (18 de setembro de 2013), uma
prévia de como será a apresentação do Bruce
“The Boss” Springsteen no festival. Esta, porém não é sua primeira vez por
aqui. Isso ocorreu em
longínquos 12 de outubro de 1988, no Estádio do Palmeiras no show da Anistia
Internacional, “Human Rights Now”. Que teve além da participação de Bruce, tivemos Sting, Peter Gabriel e a
voz com violão de Tracy Chapman (quem?). Num show como este,
não poderiam faltar os duetos. Na apresentação de Sting, Bruce sobe ao palco para cantar o clássico do The Police, “Every
Breath You Take”. E Sting retribuiu o favor ao dividir o microfone no show de Bruce em “The River”.
25 anos depois, The Boss volta à terra da garoa para uma apresentação no Espaço das Américas, ao lado do metrô Barra Funda. A ansiedade estava grande, pois para muitos era a primeira vez (os amigos Claudio Dirani e sua esposa Cris) e os poucos (como este que vos escreve) estiveram no show de 1988. E ela é logo dissipada nos primeiros acordes de “Sociedade Alternativa”. Sim, você leu direito, é o clássico do eterno maluco Raul Seixas. Cantada a plenos pulmões por Bruce e a E-Street Band.
Uma grata surpresa
para todos. Com The Boss mandando
bem, na mistura de português com espanhol. Seguindo uma fórmula usada no Chile
e na Argentina, onde tocou canções locais como “Manifiesto (Victor Jara)” & “Sólo Le Pidos a Dios (Mercedes Soza)” respectivamente.
O
show segue com “We Take Care of our Own”,
do ultimo disco “Wrecking Ball (2012)” e continua com o clássico “Badlands” e “Death to my Hometown”. Foram o aperitivo para o que estava por vir.
A energética “Spirit in the Night”
com Bruce caminhando entre público, onde cumprimenta e tira fotos para depois
se jogar em cima dele para surfar de volta para o palco.
Daí
temos “Darkness on the Edge of Town”.
A
interação entre Bruce e a plateia vai ficando mais forte. Onde ele vai em direção
aos cartazes pedindo canções como “Jungleland”, “Tougher Than The Rest”, “Prove It All night”, por exemplo. Sendo
a última, tocada. E assim continua com “No
Surrender”, “Bobby Jean”, “Hungry Heart” e com ela cantada por
todos presentes. Bruce ganha de um fã, um copo de cerveja e sendo prontamente
virado. A balada “The River” dá uma
acalmada nos ânimos e com “American Skin
(41 Shots)”, temos o momento sério do show.
A
agitação volta com “Because The Night”,
clássico de Patti Smith e composta por Bruce,
onde Nils Lofgren solta toda sua
habilidade nas seis cordas. Em “She’s
The One”, recebe um pedido inusitado. Vendo um cartaz do fã, que pede ajuda
de Bruce para fazer o pedido de
casamento para a namorada e sendo prontamente atendido. Daí vem duas pérolas do antológico álbum “Born in the USA
(1984)”, “Darlington Country” e “Working on a Highway”. A gospel “Shackled & Drawn” mantém o alto
astral do show.
Na
ensolarada “Waitin’ on a Sunny Day”,
Bruce pega uma pequena fã para
cantar junto a ele e ainda ganha um arranjo de flores. A épica “The Rising” nos leva de volta aos
eventos do 11 de setembro, onde a emoção aflora em todos os presentes. O final
da primeira parte do show com “Thunder
Road” e “Land of Hope & Dreams”
com direito a trecho de “People Get
Ready” de Curtis Mayfield.
Bruce & a E Street Band nem saem do palco. Com um violão em punho, The Boss toca “We Are Alive”, uma canção que fala sobre "fantasmas da história,
nunca nos deixam". E uma sequência arrasa
quarteirão com “Born in the USA”, “Born to Run” e “Dancing in the Dark”, onde Bruce puxa algumas fãs para repetir os
passos de dança do videoclip dos anos 80. A soul music ganha força no final do show com “10th Avenue Freeze-out”, a vibrante “Shout” dos Isley Brothers e a gospel “This Light of Mine”.
Sozinho,
somente acompanhado de um violão e uma gaita, Bruce pede desculpas por ter
demorado tanto tempo para voltar ao país. Explica que nesse tempo, ele e a E
Street Band se separaram, e que não vai demorar muito para retornar ao Brasil.
Diz que o povo brasileiro foi um dos melhores que ele já se apresentou. Daí
temos “This Hard Land”.
O
saldo final, foi extremamente positivo. Um show de três horas e vinte minutos
com muita empolgação e interação entre público e Springsteen. E mostrando que
os 63 anos não pesam nas suas costas e dando uma lição a muitos ditos rockstars
que fazem apresentações que não duram mais que uma hora e meia.




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