Na noite do último sábado, tivemos encontro de duas das maiores bandas do hard rock e heavy metal inglês. Estou falando do Whitesnake e do Judas Priest, respectivamente. Os shows foram na Arena Anhembi, que coincidentemente foi palco do último encontro delas em 09 de setembro de 2005. Exatos 06 anos de espera. Mas vamos aos shows, marcado para começar às 20:00hs, houve um atraso de 15 minutos, a deixa para a entrada do Whitesnake foi tocar nas caixas de som, “My Generation” do The Who e as luzes da arena se apagarem por completo. De repente surge um riff de guitarra, as luzes do palco acendem e a banda já entra com “Best Years” do álbum “Good To Be Bad (2008)” e com David Coverdale dando um agudo para dizer a que veio.
Sem pausa, temos “Give Me All Your Love Tonight” seguida de “Love Ain’t No Stranger”, é uma volta aos anos 80 e ao Rock in Rio de 1985. Todos cantam junto com a banda e para ganhar de vez a plateia, temos “Is This Love”. Canção romântica de Coverdale para os casais dançarem juntinho e os solteiros procurarem o seu par perfeito. Pausa para agradecimentos de Coverdale conta a história da rota 66 e dizendo é hora do blues no show e apresenta “Steal Your Heart Away” do novo álbum “Forevermore (2011)”, é aí que vemos a força da sua voz. Tudo bem que ela já não é mais mesma dos tempos do Deep Purple mas ele consegue manter os graves e agudos na medida certa e assim preservá-la até o fim. E digo mais, como Robert Plant não quer mais tocar no Led Zeppelin, aí o cara para ficar em seu lugar.
Além da voz, seu carisma e presença de palco mostram todo seu talento. Seguindo com o show, temos o tema principal de “Forevermore (2011)”. A seguir, pausa para solos de guitarra e bateria intercalados com “Love Will Set You Free”, também do último cd. Próximo do final, temos “Here I Go Again” e a zeppeliana (ou para muitos, Black Dog Part II) “Still of the Night” e a certeza do fim do show com a versão a capela de “Soldier of Fortune” do Deep Purple com o spot de luz em cima de CoverdaLe. É quando temos uma surpresa, uma batida na bateria com a de um coração e aí surge a incendiária “Burn” seguida de “Stormbringer”, mais clássicos do Purple. Final perfeito de um grande show.
Sai David Coverdale e a ansiedade toma conta da Arena Anhembi, pois como
sabemos, esta é a última tour do Judas Priest, chamada devidamente
de “Epitaph”. No som da arena
começa tocar a introdução de “War Pigs”
do Black Sabbath é a deixa para o começo do show do Judas e consequentemente as
luzes começam a se apagar aos poucos e daí surge a banda em volta de uma
iluminação vermelha no palco e daí vem “Rapid
Fire” e “Metal Gods”
do clássico álbum “British Steel
(1980)”.
O show é
um desfile de clássicos do Priest, temos “Starbreaker”, “Victim
of Changes” e a versão de “Diamonds
and Rust” de Joan Baez, cantora folk dos anos 60. E o final da primeira
parte do show com “Breaking the Law”
e a porrada na orelha “Painkiller”.
Ao retornar ao palco para o bis, temos a introdução de “The Hellion” seguida de “Electric
Eye”, “Hell Bent for Leather (com
a tradicional entrada de Halford
montado em 1 moto)”, “You’ve Got
Another Thing Comin’” e o final apoteótico com “Living Afer Midnight”. Mais um final perfeito para um grande
show, a despedida dos palcos e das grandes turnês em grande estilo. Como
balanço final, foi uma noite de celebração do mais puro hard rock e heavy metal
e acima de tudo, de rock’n’roll e atitude.

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