Em um mundo em ebulição, o
que menos se espera é uma ameaça climática. Apesar que temos vivenciado eventos
extremos ao redor do globo. Como testemunhamos por aqui em 2024, no Rio Grande
do Sul. Onde o estado ficou debaixo d’agua literalmente. E no final de
fevereiro de 2026, em Juiz de Fora (Minas Gerais) na região da Mata Atlântica.
As fortes chuvas trouxeram lama e terra sob a cidade. Com isso dito, temos a
scifi “Devoradores de Estrelas (Project
Hail Mary, 2026)”. Estrelada
pelo gala do momento Ryan Gosling
como o professor de biologia Ryland Grace. Ele era um renomado biólogo
molecular com uma teoria polemica sobre oxigênio e hidrogênio. Que os dois
elementos não são necessários para a vida humana fora da Terra.
Por isso, foi praticamente expulso da comunidade cientifica. Assim retornou à vida acadêmica como professor de ciências em escolas de 2ª grau. Um homem que vive bem em sua solidão. Ele é adorado pelos alunos pelo jeito descontraído e direto. Porém, com pouco interação social. Sua rotina é quebrada com a visita da cientista Eva Stratt (Sandra Hüller de “Anatoma de uma Queda, 2023”). Ela veio discutir sua tese sobre oxigênio e hidrogênio. Já que a notícia que o Sol está morrendo, se espalhou ao redor do globo. Ela lidera uma força-tarefa que luta contra essa ameaça. Caso o Sol suma, a vida na Terra que bem conhecemos acabará. Fome, desespero e frio extremo, farão que a humanidade se torne irracional. Eva lhe explica que Sol está sendo atacado por astrofágicos.
Um micro-organismo que está literalmente, o devorando. Daí a tradução do título original da película. Que é na verdade, o nome da empreitada de Eva. Detalhe: Grace desperta no meio do espaço dentro da nave Hail Mary. Sem se lembrar como parou lá. Ao mesmo tempo, sofre uma amnesia temporária. Totalmente desorientado, tenta voltar para Terra. Vai tentando relembrar de todos os passos até chegar ao espaço. Aqui temos flashbacks, como o estudo de Grace sobre os astrofágicos. Descobre que são organismos vivos a base de oxigênio e hidrogênio. Ao mesmo tempo, um modo de reproduzi-los. Já que a energia acumulada por eles, gera o combustível para a nave. Isso graças ao auxílio do agente Carl (Lionel Boyle). Já que a NASA descobriu um ponto no universo, que os astrofágicos não consumiram as estrelas da constelação Cetu, a Tau Ceti.
São selecionados astronautas como Yáo Li-Jie (KenLeung) e a cientista Olesya Ilyukhina (Milana Vayntrub), que farão parte da tripulação da nave. Grace vai passando as informações para que eles consigam chegar ao seu destino. De volta à Hail Mary, chega à Tau Ceti. Descobrindo que não está sozinho. Surge uma nave alienígena, ele tenta fugir sem sucesso. Bastante amedrontado, é surpreendido com o contato dela. Jogando objetos para se comunicarem. Ao resgata-los, ele vê esculturas que formam a via láctea. Arremessando de volta com sua resposta. É o momento para o primeiro contato. Um compartimento que conecta as duas naves. Atravessando um corredor, até chegar uma porta.
Surgindo ser rochoso à sua frente com língua própria. Apesar de tudo, eles conseguem se entender. Através de gestos e posses de Grace. Criando um programa capaz de traduzir o que seu novo amigo está falando. Passa a chama-lo de Rocky, com a voz de James Ortiz. Uma clara homenagem ao Garanhão Italiano. Somada ao mítico tema musical de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)” composto pelo maestro John Williams. Como a primeira conversa interestelar entre os dois. Esta amizade improvável é o mote inicial de “Devoradores de Estrelas” da dupla Phil Lord & Christopher Miller. Responsáveis pelo Aranhaverso de Miles Morales. Aqui nos trazem uma scifi com toques de comedia. Adaptado do romance homônimo (2021) de Andy Weir por Drew Goddard. Este se responsabilizou pelo roteiro de outra obra de Weir que foi levada ao cinema em 2015, “Perdido em Marte”.
Ao contrario deste, além da matemática e a ciência do personagem de Matt Damon. Para sair do planeta vermelho e voltar ao nosso planeta azul. Grace faz uso de toda sua perspicácia e inteligência para salvar tanto a humanidade, quanto o planeta de Rocky, 40 Eridani. A dupla une seus conhecimentos para descobrirem uma forma para combaterem os astrofágicos. Gosling traz seu carisma para um personagem solitário, mas que não é infeliz por isso. Apenas tentando viver ao seu modo. Encontrando em Rocky, a amizade verdadeira. Somada a resiliência de ambos. Ele e Ortiz forma uma boa parceria. “Devoradores de Estrelas” é uma scifi que nos conscientiza. Quando menos esperamos, surge a luz no fim do túnel para encontrarmos a saída. E um personagem como Grace, com todas suas peculiaridades, ache seu lugar no mundo (No caso, fora dele. SPOILER ALERT!).

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