O Trash Metal não seria o que bem conhecemos sem o lançamento do primeiro álbum do Metallica, “Kill’Em All”, em 1983. Considerados um dos marcos do gênero. Que inicialmente se chamaria “Metal Up Your Ass”. Mesmo com a icônica capa pronta, os lojistas na época se recusavam a colocar o disco em suas prateleiras. O novo título veio após o mítico contrabaixista Cliff Burton gritar “Mate a todos!”. O resto é história. Uma delas foi a demissão do guitar hero Dave Mustaine e suas bases foram regravadas por Kirk Hammett. Mas ele foi creditado em quatro das dez composições que fazem parte do disco.
Não teve a repercussão esperada. A partir de “Ride The Lighting (1984)”, o grupo começou a chamar atenção de público e crítica. Abrindo os trabalhos temos os ingleses do Tailgunner com “Hit The Lights”. Representando a nova geração metal. The Almighty marca presença com “The Four Horsemen”. Trazendo sua formação original, que não se reunia desde 1991. Em “Soen” com Motorbreath, é uma boa releitura. A banda da velha guarda hard rock Tyger of Pan Tang interpreta uma versão própria da pulsante “Jump in the Fire”. O ex-Megadeth Dave Effelson presta tributo a Burton com sua versão para “(Anesthesia) Pulling Teeth”. “Whiplash” com o Motorhead de Lemmy Kilmister.
Uma das suas últimas gravações em vida. Justiçando sua influência sobre James Hetfield e banda. Metal em seu estado puro. O Saxon de Biff Byford se faz presente com “Phantom Lord”, ao seu estilo New Wave of Britsh Heavy Metal. Surgido ao lado da lendária Donzela de Ferro, vulgo Iron Maiden. O Diamond Head, grupo do coração de Hetfield e Lars Ulrich, faz sua homenagem com “No Remorse”. Os amigos do Testament mandam uma versão arrasa quarteirão da clássica “Seek and Destroy”. Para fechar os trabalhos temos os veteranos do Raven com a matadora “Metal Militia”. O saldo final é positivo. Exibe toda sua relevância, não só ao Trash Metal, mas ao Metal como um todo.

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