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O Álbum "CAN'T GET ENOUGH: A TRIBUTE TO BAD COMPANY"

Como é de praxe, todo final de ano temos a cerimonia do “Rock and Roll Hall of Fame”. Onde artistas são nomeados a entrarem ao seleto grupo de lendas musicais. Entre os indicados de 2025 temos Soundgarden, Chubby Checker, Cyndi Lauper, Joe Cocker, The White Stripes e Bad Company. Esta última, pouco antes da cerimônia, a quinquagésima, ganhou um tributo intitulado “Can’t Get Enough: A Tribute to Bad Company (2025)”. A banda formada pelo cantor Paul Rodgers, o batera Simon Kirke, o guitarrista Mick Ralphs e Boz Burrell no contrabaixo, pode ser chamada como um dos primeiros supergrupos. 

Rodgers e Kirke integravam o Free, Ralphs tocou com Ian Hunter no Mott The Hoople e Burrell fez parte do King Crimson de Robert Fripp. Também foram os primeiros a assinarem com a Swan Song, selo criado pelo Led Zeppelin. De 1974 a 1982, o Bad Company se tornou uma das bem sucedidas da sua geração. Canções como “Feel Like Makin’ Love”, “Shooting Star”, “Bad Company (auto referência)” e seu maior hit “Can’t Get Enough” deixaram sua marca. Em 1982, marcou o fim da formação original com Simon e Mick mantendo a chama do grupo acesa. Paul se consolidou como artista solo. 

Em 2006, Boz nos deixou, vítima de ataque cardíaco. Mick faleceu em junho de 2025, em decorrência de um derrame sofrido em 2016. De tempos em tempos, Rodgers voltava à banda para turnês comemorativas. Assim chegamos à “Can’t Get Enough”, que celebra os 50 anos do grupo. São dez canções que ganharam uma nova perspectiva por dez artistas. Abrindo os trabalhos com “Ready For Love” pelo cantor country rock Hardy

Com novos contornos devido ao gênero de seu interprete. Já “Shooting Star” com o Halestorm de Lizzy Hale ganhando corpo como uma balada metal e bem acompanhada por Rodgers nos vocais de apoio. A poderosa “Feel Like Makin’ Love” pelo guitar hero Slash ao lado de Myles Kennedy & The Conspirators se engrandece ainda mais como um rock de arena. Run With  A Pack” mantem sua base original aliada a pegada Southern rock do Blackberry Smoke. Contando com a participação de Rodgers e o batera do Mastodon, Brann Dailor

Os britânicos The Struts com sua pegada glam rock em “Rock and Roll Fantasy”. A estrela da country music Charley Crockett faz sua própria versão de “Bad Company”. Mantem a base original num clima country. Os californianos do Dirty Honey com sua veia rock setentista em “Rock Steady”.  O hard rock do Black Cherry Stone se faz presente em “Burnin' Sky”. Joe Elliott e Phil Collen do Def Leppard revisam “Seagull”. Canção acústica que encerra o álbum de estreia homônimo em 1974. Eles a transformam numa potente balada elétrica. Paul e Simon participam, e deram sua benção à dupla. Fechando os trabalhos com The Pretty Reckless, Miss Momsen solta a voz no hino “All Right Now”. 

O suingue original com o melhor do rock anos 70, dá lugar a rock um cru e direto. O disco é um testemunho da força musical do grupo. O legado deixado por eles é imensurável. Ajudou a definir o rock and roll daqueles tempos. Se tornaram uma referência para artistas como Guns N’Roses, Greta Van Fleet e os que participaram deste tributo. DETALHE: O Free de Rodgers e Kirke, ainda não foi indicado. Fica a mensagem para a comissão do Rock and Roll Hall of Fame resolver fazer isso rapidamente. Assim como o BC, seus integrantes originais Andy Fraser (contrabaixo) e Paul Kossof (guitarra) já faleceram. Devido à problemas de saúde, Paul Rodgers não pode ir à cerimônia. Sendo representado por Simon.


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