Nos últimos anos, a rotina estressante dos hospitais tem ganhado espaço no mundo dos seriados televisivos. Como a dramática “Grey’s Anatomy” em sua 22ª temporada, que estreou em 2005. Seguida por “The Good Doctor (2017 a 2024)” e “Chicago Med (desde 2015)”. Esta última é um spin-off dos seriados “Chicago Fire (desde 2012)” e “Chicago PD (desde 2014). Ai surge “The Pitt (desde 2025)” produzida pelo HBO Max. Trazendo o dia na unidade de emergência do hospital Pittsburgh Trauma Medical Hospital, na cidade de Pittburgh. Assim como a série, é um local fictício. Nas 15 horas de um plantão em que histórias de vida se cruzam. O médico plantonista Michael “Robby” Robinavitch, vivido por Noah Wyle. Este é um velho conhecido do gênero, atuando no seriado ‘ER: Plantão Médico (1994 a 2009)”, como o idealista residente John Carter.
Robby precisa lidar com a jovem equipe de residentes, num dia em que está lidando com o luto vivido com o falecimento de seu mentor, dr. Adamson. Vítima da Covid-19, que ele tentou salvar. Tendo ao seu lado, a enfermeira chefe Dana Evans (Katherine LaNasa) que o auxilia na coordenação do plantão. Mais os residentes Frank Langdom (Patrick Ball), Cassie McKay (Fiona Dourif), Samira Mohan (Supriya Ganesh) e Heather Collins (Tracy Ifeachor). O primeiro tem sua total confiança e a última é sua melhor amiga e confidente. Somada a presença dos estagiários Whitaker (Gerran Howell), Javadi (Shabana Azeez), Santos (Isa Briones) e Mel (Taylor Dearden). Eles estão lá para aprender a lidar com situações extremas. Que vão de um diagnóstico clinico. Até uma queda que pode causar diversos males internos passando por queimaduras em todo corpo, que podem matar uma pessoa. Cada um tem suas características.
Whitaker tem aspirações de ser um grande médico. Mas tem as piores experiências do dia. Javadi está se graduando como a mais jovem na área. Mel é retraída, tem dificuldades em interagir com a equipe e pacientes. Já Santos, é ambiciosa e deseja ascender na profissão rapidamente. Todos tem conhecimentos teóricos. No plantão, aprendem do modo mais difícil se realmente estão preparados para carregar este fardo nas costas. Dividido em 15 episódios, cada um representa a hora do plantão. Trazendo na memória, a eletrizante serie de ação e espionagem “24 Horas (2001 a 2010)”, estrelada por Kiefer Sutherland.
Filmados em tempo real, com rápidos cortes de edição, acompanhamos de perto os médicos tentando salvar vidas. Em determinado momento, precisam parar e lidar com a dor da perda. Alguns falecem durante o plantão. Outros se recuperam. Daí o mote inicial de “The Pitt” criada por R. Scott Gemmill e produzida por John Wells. Este nos trouxe “Plantão Médico” e a serie que contava os bastidores da Casa Branca, “The West Ring (1999 a 2006)”. Aqui refaz a parceria com Wyle, já que trabalharam juntos em “Plantão Médico”. Agora mais velho, ele nos traz um homem empenhado na sua profissão, mas que possui traumas. Durante a pandemia, não soube lidar com o falecimento das vítimas. Em especial seu mentor. Isso reflete na sua relação com os estagiários.
As únicas que o entendem é Dana e Heather. Eles vivenciaram a pandemia. Além de serem próximos. A segunda está esperando um filho, como mãe solteira. E a primeira em conversa com Cassie suspeitam que a paciente em atendimento por elas, pode ser vítima de tráfico humano. Santos descobre que há remédios controlados sumindo do estoque. Ela suspeita de Langdom, com quem trabalha. Há animosidade entre os dois. Já que ela está sob sua tutela no plantão. Faz com que a dinâmica da série ganhe um tom mais realista. Aproximando o espectador de como o ambiente hospitalar é pura adrenalina. Ao final de um dia estafante, Robby vai para casa e se despede da equipe, os parabenizando pelo empenho. E Dana pode estar deixando o hospital. Saberemos se é verdade ou não, na segunda temporada. Que estreou na última quinta-feira (08 de janeiro de 2026).

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