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Angelina Jolie é "MARIA CALLAS"

Astros da música tem sido retratados pela sétima arte nos últimos anos. Desde Ray Charles com “Ray” em 2004, passando pelo homem de preto Johnny Cash em “Johnny & June (2005) e mais recentemente em “Bohemian Rhapsody: A História de Freddy Mercury (2015)” e “Rocketman (2019)”, este sobre sir Elton John. O cineasta chileno Pablo Larrain entra nesta vibe com “Maria Callas (Maria, 2024)”, que traz os últimos dias em vida da diva da ópera Maria Callas. Aqui ela é interpretada por outra diva, esta do cinema, Angelina Jolie. Que vem dividindo sua carreira a frente e atrás das câmeras com trabalhos como a produção Disney “Malévola (2014)” e o elogiado “Invencível (2014)” respectivamente. 

Agora como Callas, Jolie nos traz um retrato sobre seu cotidiano. Há muito tempo afastada dos palcos e vivendo isolado de tudo e de todos. Em seu apartamento na cidade luz Paris, é cuidada por seu mordomo Ferruccio (Pierfrancesco Favino) e a cozinheira Bruna (Alba Rohwacher). Os dois ficam de olho na sua saúde, já que toma constantemente remédio tarja preta que não lhes são prescritos. Por causa disso, seu dia a dia está sempre confusa. Assim não consegue distinguir o que é reai ou apenas sua imaginação. Por isso, Ferrucchio lhe marca uma consulta com o médico Fountaine (Vincent Macaigne). Maria se recusa a fazê-lo, pois diz que terá um dia muito cheio. No caso, uma entrevista para o jornalista Mandrax, vivido por Kodi Smit-McPhee (o jovem mutante Noturno). O mordomo questiona se isso é verdade ou apenas algo que imagina que irá fazer. Já que Mandrax é o nome do remédio que toma. Mesmo assim, ela sai para passear pela cidade de Paris.

Ao mesmo tempo, prepara uma volta aos palcos, vai se encontrar com o pianista Jeffrey Tate (Stephen Ashfield) num teatro próximo do seu apartamento. Ela não se apresenta há anos e ainda acredita que tem a voz de outrora. Mas vai percebendo nos ensaios que seu alcanço vocal já não é mais como antes. Revolve ir à consulta com Fountaine, onde faz alguns exames. De volta a Mandrax, recorda o início na música. Cantando ao lado da irmã Yakinthi na juventude e avançando no tempo, quando era já reconhecida como um grande cantora lírica. E conhecendo o homem da sua vida, o milionário Aristoles Onassis (Haluk Bilginer). Entre um devaneio e outra. Maria diz que ele a amou incondicionalmente. Porém, nunca gostou de ópera. E eles vivenciaram isso até sua morte e mesmo quando ele estava casado com Jacqueline Kennedy Onassis. Assim temos a trama de “Maria”. Com Pablo fazendo uma reflexão sobre a diva.


Como foram seus últimos momentos em vida, onde o que era real ou apenas um vislumbre de sua imaginação conviviam plenamente. O uso abusivo de remédios controlados foram prejudiciais para sua saúde. Sendo alertada por Fountaine, se voltasse a cantar como antes seria sua sentença de morte. Já que o esforço, seria seu último suspiro de vida. Jolie com a competência de sempre, abraçou o papel como se confundisse com sua própria personalidade. Muitos dizem que é uma pessoa reservada, vive somente para os filhos e o trabalho. Além do trabalho humanitário como Embaixadora da ACNUR (Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados), em entrevista, Angelina comentou: “Quando você atinge um certo nível de desespero, de tristeza, de amor, em determinado momento, apenas certos tipos de sons podem incorporar esses sentimentos. Com Callas, compartilho essa vulnerabilidade diante de tudo”.


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