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"MAGNATAS DO CRIME" de Guy Ritchie, com Matthew McConaughey

O cineasta britânico Guy Ritchie já deixou sua assinatura na sétima arte. Diálogos rápidos e edição ágil em seus trabalhos demonstram isso. Exemplificados nos seus dois primeiros filmes, a comedia “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998)” e o aclamado “Snatch: Porcos & Diamantes (2000)”, este estrelado pelo galã Brad Pitt. Desde então sua carreira passou por altos e baixos, incluindo o casamento com a Rainha do Pop Madonna (2000 a 2008).


Volta a ficar em evidencia com a franquia do detetive mais inteligente do mundo Sherlock Holmes em 2008 e em 2011 com o Homem de Ferro do UCM Robert Downey Jr. no papel e Jude Law como Dr. Watson. Realizou a versão para o cinema do seriado televisivo anos 60, “O Agente da U.N.C.L.E.” em 2015 e em 2017 trouxe sua visão para o conto “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. No ano passado, trabalhou com a Disney na bem-sucedida versão live action da animação dos anos 90 “Aladdin” com Will Smith encarnando o tresloucado gênio da lâmpada. Agora com “Magnatas do Crime (The Gentlemen, 2020)” é uma retomada ao inicio de carreira. 


O submundo do crime na terra da Rainha é explorado com o traficante de maconha Mickey Pearson, feito por Matthew McConaughey, que está se aposentando do negócio. Pois enxerga que com o passar do tempo, o uso da maconha vai ser legalizado ao redor do globo. É uma pessoa inteligente, perspicaz e está sempre bem vestido. Ligado ao que acontece mundo afora, acredita é o momento certo de parar. Tendo como interessado em seus negócios o multimilionário norte-americano Matthew Berger (Jeremy Strong, o Kendall Roy da serie HBO “Sucession, desde 2018”). 

A história começa com o detetive particular Fletcher (Hugh Grant de “Quatro Casamentos e Um Funeral, 1994”) indo ao encontro do Raymond Smith (Charlie Hunnam, que trabalhou com Ritchie em “Rei Arthur”), este auxilia Mickey em seus negócios. Sua calma diante das adversidades é o que chama mais atenção. Fletcher se insinua constantemente a Ray. Querendo a verdade dos fatos sobre os negócios de seu chefe e um boato que rola pelas ruas de Londres sobre uma atividade que não deu certo, que pode prejudica-los. Isso é um subterfugio para chantageá-lo. Pois foi contratado pelo desafeto de Mickey, Big Dave (Eddie Marsan). Este dono do tabloide Daily Print que deseja acabar com ele.


Passando a informação que o gangster chinês Dry Eye (Henry Golding de “Uma Segunda Chance para Amar, 2019”) está querendo assumir o lugar de seu chefe. Usando os lutadores do “Treinador” (o ator enxaqueca Colin Farrell) para roubarem uma das fazendas de Mickey. Assim temos o mote rocambolesco de “Magnatas do Crime”. Onde os personagens discursam suas falas diretamente ao espectador sem meias palavras, como é característico nos filmes de Guy. A linguagem das ruas londrinas, um dialeto próprio. Escrito por Guy ao lado de Ivan Atkinson e Marn Davies, nos oferecem um conto em que as aparências enganam. Num jogo de gato e rato, onde os papeis se invertem num piscar de olhos. É uma película inteligente que é preciso prestar atenção nos pequenos detalhes, pois eles serão determinantes para o intenso ato final.


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