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"MIDWAY: BATALHA EM ALTO MAR", momento determinante na 2ª Guerra Mundial


Roland Emmerich ficou mundialmente conhecido como um cineasta que proporciona um espetáculo visual na tela grande do cinema que mesclando excelentes sequencias de ação com o que há de melhor em termos de destruição em massa, no melhor estilo Michael Bay da franquia Transformers. Emmerich fez isso nas scifi “ID4: Independence Day (1996)” e “Independence Day: O Ressurgimento (2016)”. Depois disso, realizou sua versão cinematográfica sobre icônico monstro Godzilla em 1998 e se especializou no gênero “cinema catástrofe” com “O Dia Depois de Amanhã (2004)” e “2012 (2009)”.

Agora sua atenção se volta para a história com “Midway: Batalha em Alto Mar (Midway, 2019)”. Baseado em fatos veridicos ocorridos na Segunda Guerra Mundial. Tendo como ponto de partida, a entrada dos EUA no conflito. O ataque a base naval de Pearl Harbor pelos japoneses em 1941, onde o governo norte-americano viu que era necessária, uma resposta à altura pelo acontecido. Com a Marinha sendo liderada pelo almirante Chester W.Nimitz (Woody Harrelson, o Tallahassee de “Zumbilândia: Atire Duas Vezes, 2019”). 


Entre seus comandados, o vice-almirante “Bull” Halsey (Dennis Quaid de “Quatro Vidas de um Cachorro, 2017”) e o oficial da Inteligência Edwin T. Layton (Patrick Wilson da franquia “A Invocação do Mal”). Este último já havia alertado seus superiores sobre o ataque à Pearl Harbor. Mas não foi ouvido. Por isso, ele é convocado por Nimitz para intensificar e focar seus esforços em descobrir qual e onde será o próximo alvo da marinha japonesa. Que é liderada pelo estrategista, o almirante Yamamoto (Etsushi Toyokawa). Considerado um grande articulador dos sete mares. 

Isso ocorreu em 1942, um ano depois de Pearl Harbor. Já os pilotos dos porta-aviões, têm a frente o destemido piloto “Dick” Best (Ed Skrein), o correto Lindsey (Darren Criss) e Wade McClusky (Luke Evans, o Bard da trilogia “O Hobbitt”). São com eles, que temos as melhores cenas de ação. Emmerich pega emprestada de Tony Scott, a técnica utilizada para os confrontos aéreos do mítico “Top Gun: Ases Indomáveis (1985)”. Best é uma espécie de Maverick das antigas. Com sua cega obstinação de atingir o alvo final, nem que precise se sacrificar por isso. Como é de praxe de seus trabalhos, o primor técnico é de encher os olhos. Reconstituição de época primorosa, tanto nos cenários como nos figurinos. Destacando os porta-aviões e os encouraçados, tanto dos EUA quanto do Japão.


Da parte histórica, temos o serviço de inteligência dos EUA, interceptando as mensagens entre as embarcações japonesas, que descobrem seus planos de invasão ao arquipélago que dá nome à película. Pois é um ponto estratégico para chegar à terra do tio Sam. Isso foi registrado em formato de documentário pelo cineasta John Ford. Ele estava lá e foi ferido por causa disso. Roland espertamente inseriu isso em “Midway”. Wilson está muito bem no papel, focando nos esforços de seu personagem para evitar que o pior aconteça.

O filme conta com as participações especiais de Aaron Eckhart ("Sully: O Herói do Rio Hudson,2016") como coronel Jimmy Doolittle, onde este foi um dos responsáveis aos bombardeios no Japão; Nick Jonas (do grupo pop Jonas Brothers) é o piloto Bruno Gaido; Mandy Moore (a Rebecca Pearson da serie “This Is Us, desde 2016”) faz a esposa de Dick, Anne; e Tadanobu Asano (o Hogun da saga do Deus do Trovão) é comandante Yamaguchi.

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