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Os ingleses do RIDE aterissam em nossa terra brasilis para um show inédito e inesquecível


Ocorreu no ultimo sábado (27 de abril de 2019) a nona edição do Balaclava Fest, realizada pela gravadora paulistana Balaclava, na casa de show Audio Club. Localizada na zona oeste da cidade de São Paulo. Entre as atrações tivemos Wild Nothing, Land of Talk, How to Dress Well, Luiza Lian, Vagabond e Terno Rei, o quarteto inglês Ride se destaca por ser sua primeira vinda ao nosso país tupiniquim. E ser o principal nome do festival. Uma das sensações do rock da terra da Rainha nos anos 90, ao lado do Jesus and Mary Chain, Primal Scream e Oasis.

Uma discografia irretocável desde o EP “Smile (1990)” e o primeiro álbum “Nowhere (1990)”. Seguindo com o elogiadíssimo “Going Black Again (1992)”, “Carnival of Light (1994)” e “Tarantula (1996)”. Este ultimo lançado depois que a banda já havia anunciado seu fim. Enquanto isso seus membros Andy Bell (guitarra e vocais) foi tocar contrabaixo para o grupo dos irmãos Gallagher, Oasis. E posteriormente no Beady Eye de Liam Gallagher. Mark Gardener (vocal e guitarra) perdeu os cabelos e ganhou uns quilos a mais. Compondo trilhas para documentários como “Upside Down, the Creation Records  Story (2010)”.


O batera Laurence “Loz” Colbert tocou com o Jesus and Mary Chain na turnê comemorativa de 30 anos do disco “Psychocandy (1985)”. Já o baixista Steve Queralt seguiu o exemplo de John Deacon do Queen e se aposentou. Até que em 2015, resolveram deixar as desavenças para trás e voltam para um show da cidade natal deles, Oxford. Daí um salto para uma bem sucedida turnê em festivais como Coachella na Califórnia (EUA) e o Primavera em Barcelona (Espanha). Já em 2017 o disco que marcou a volta deles “Weather Diaries”. E prometendo para agosto deste ano, um novo trabalho chamado “This Is Not A Safe Place”. 


Para celebrar a vinda deles, soltaram o single “Future Love”. Que abriu a apresentação histórica, seguida de “Lannoy Point” de “Weather Diaries”. Voltamos aos anos 90 quando o britpop ganhava força com uma sequencia destruidora: “Seagull”, “Dream Burn Dream”, “Twisterella”, “Charm Assault” e “In A Different Place” Fechando a primeira parte com “Chrome Waves”, “Taste”, “Vapor Trail (esta ovacionada por todos os presentes)”, “Drive Blind” e “Kill Switch”.


Gardener visivelmente emocionado por estar aqui, agradece o entusiasmo dos fãs. Iniciando o bis duplo com a hipnótica “Leave All Them Behind”, a psicodélica “Polar Bear” e animada “Chelsea Girl”.  Quando parecia o fim de um show perfeito e avassalador, eis que Andy Bell pega o microfone e grita: “Hey, comeback, comeback!”. É a deixa para “Catch You Dreaming” do EP “Tomorrow’s Shore (2018)” e o hino britpop “Like A Daydream”. Antes de deixarem o palco definitivamente, Mark diz “Esperamos ver vocês de novo em breve”.

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