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"MAMMA MIA (2008)", A MUSICALIDADE DO ABBA NA SÉTIMA ARTE


O ano era 2008, quando entrou em cartaz o musical “Mamma Mia” estrelado pela dama do cinema Meryl Streep, tendo ao seu lado o eterno 007 Pierce Brosnan, o rei gago Colin Firth e o sueco Stellan Skarsgard. Baseado na peça teatral de mesmo nome escrita por Catherine Johnson, que tem como base as canções do grupo sueco ABBA. Phyllipa Lloyd que dirigiu o musical no teatro, faz sua estreia na sétima arte.

Aqui temos o conto da jovem Sophie (Amanda Seyfried, do musical “Os Miseráveis, 2012”) que está para se casar com Sky (Dominic Cooper, da serie de TV “Preacher desde 2016”). Ela que ser escoltada ao altar pelo pai. Só tem um porém: sua mãe Donna (Streep) nunca lhe contar quem ele é. As duas vivem na paradisíaca ilha grega Skopelos. Em busca de suas origens, Sophie encontra o diário da mãe. Lá tem informações de quem poderia ser seu pai.


Três pessoas fizeram parte de seu passado romântico: Sam Carmichael (Brosnan), um arquiteto norte-americano com raízes irlandesa; Harry Bright (Firth), um tímido bancário e o pescador aventureiro Bill Andersson (Skarsgard). Sophie os convida para o casamento sem que sua mãe saiba. A chegada dos três é intercalada com a vinda das melhores amigas de Donna, Rosie Mulligan (Julie Waters, a matriarca dos Weasley na saga Harry Potter) e Tanya Chesham-Leigh (Christine Baranski, a Diane Lockhart do seriado televisivo “The Good Wife, 2009 a 2016”).


Quando jovens, elas formavam o grupo musical Donna and the Dynamos. Com todos na ilha e para surpresa de Donna, seus três amores estavam lá. Daí eles percebem que algo a mais os une. Bill, Harry e Sam enxergam que não foram só parceiros de Donna. Podendo ser pais de uma bela jovem e fazerem parte de uma grande família. Já ela encara o passado com muitas dúvidas de quem realmente é o pai. Já que se relacionou com os três, quase que simultaneamente. Terminava com um e iniciava com outro.


Enquanto isso, rolam os preparativos do casamento, ao som das canções antológicas do Abba como a canção título, “Dancing Queen”, “Chiquita” e “Take A Chance On Me”. Numa trama leve e bem-humorada, é aparente a alegria e a diversão por parte do elenco. Todos literalmente soltam a voz e dançam, o que destaca sua interatividade. A sintonia é de encher os olhos. Meryl sai dos papeis mais dramáticos para ser uma mulher independente e feliz em seu estado de espirito livre. Poucos sabem “Mamma Mia” não é a primeira vez que ela canta. Já tinha feito isso anteriormente no drama biográfico “Lembranças de Hollywood (1990)” e na comedia “A Última Noite (2006)”.


Normalmente em cena, os cantores dublam as canções. Desta vez foi diferente, algumas sequencias foram gravadas durante as filmagens. Para dar mais realismo ao que era visto. “Mamma Mia”, além da clara homenagem ao legado musical do ABBA, é uma celebração à vida. Apesar de todos os percalços e dificuldades, devemos encarar isso com muito bom-humor e amor em nossos corações. E como diz aquele velho ditado: “Quem canta seus males espanta”.

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