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A Música no "OSCAR 2018"


A cerimonia do Oscar deste ano está se aproximando. Sua 90ª edição está marcada para 04 de março no Teatro Dolby em Los Angeles, California (EUA). O destaque fica para as 13 indicações para o conto de fadas fantástico “A Forma da Água” de Guillermo del Toro que inclui Melhor Filme, Melhor Diretor (del Toro), Melhor Atriz para Sally Hawkins, Melhor Ator Coadjuvante para Richard Jenkins, Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer e Melhor Trillha Musical Original por Alexandre Desplat. Este é o tema do post de hoje, os candidatos à estatueta para este ultima categoria citada. Para conhecer os indicados em todas as categorias ao Oscar deste ano, no link oficial: http://oscar.go.com/nominees. Só retificando para que a trilha de um filme receba uma indicação para Melhor Música Original, é necessário que ela tenha sido composta exclusivamente para a película. E que não possua trecho ou composições inteiras do que já foi feito anteriormente. Sendo isso mencionado, aqui estão os candidatos para 2018:


HANS ZIMMER: É um velho conhecido da Academia. Firmou seu nome ao levar a estatueta pela música da animação Disney “O Rei Leão” em 1995. E se tornando um dos profissionais mais renomados e requisitados dos últimos tempos. Destacando a trilha composta para a saga do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, com quem se tornou parceiro. Bem como das franquias “Piratas do Caribe” e do professor Robert Langdon (“O Código Da Vinci, 2006”, “Anjos & Demônios, 2009” e “Inferno, 2016”). Em “Dunkirk (2017)” de Nolan, Zimmer nos traz uma musica que acompanha o clima claustrofóbico e tenso que é viver em meio ao campo de batalha. Seguindo orientação de Christopher, que gravou seu relógio de pulso, para que Hans compusesse o material de acordo com seu pulsar. A percussão e certo tom minimalista dão o tom musical.


JONNY GREENWOOD: Mais conhecido por ser guitarrista do grupo Radiohead de Thom Yorke. Desde 2003, trabalha com o cinema, em parceria ao lado do cineasta Paul Thomas Anderson. Com que fez a música para o drama “Sangue Negro (2007)”, o policial “Vício Inerente (2014)” e agora em seu mais recente trabalho, o drama de época “Trama Fantasma (2017)”. Sendo este o ultimo filme do grande Daniel Day-Lewis, que anunciou sua aposentadoria. Greenwood nos traz composições minuciosas, onde o trabalho das cordas ganha força quando Day-Lewis está em cena. Ou mesmo quando retratam a Europa na fase pós-guerra. No caso, a Inglaterra. A aristocracia e a burguesia local. Uma trilha musical que transparece o jogo de aparências vivido pelo personagem de Daniel


ALEXANDRE DESPLAT: Junto a Zimmer, um dos nomes mais requisitados do ramo. Indicado nove vezes e em 2015, ganhou o Oscar pela música de “O Grande Hotel Budapeste”. Entre seus trabalhos mais conhecidos, temos “Harry Potter & As Relíquias da Morte”: Parte I (2010) e Parte II (2011) e o filme de monstro “Godzilla (2014)”. Trabalhando ao lado de Guillermo em "A Forma da Água", Desplat nos traz uma música sensível e doce para acompanhar a jornada de descobrimento da faxineira muda Elisa e como sua relação com a criatura evolue no decorrer da película. Complementando a visão do diretor a respeito.


JOHN WILLIAMS: O veterano maestro em 51ª indicação. Vencendo em cinco delas: “Um Violinista no Teclado (1971)”, “Tubarão (1975)”, “Star Wars: Uma Nova Esperança (1977)”, “E.T. – O Extraterrestre (1982)” e “A Lista de Schindler (1993)”. Com a impactante trilha musical de “Os Últimos Jedi (2017)” nos traz mais um momento épico na sétima arte. Assim como o filme, introduzindo novos temas aos que já se estabeleceram na saga. Exemplificados em “The Battle of Crait”.


CARTEL BURWELL: Em sua segunda indicação ao Oscar, Burwell nos traz o melhor do cancioneiro da musica norte americana em "Três Anúncios para um Crime (2017)". Mesclando música regional e pop com orquestrações pontuais para acompanhar a luta de Mildred por justiça. Sua primeira nomeação foi pelo drama “Carol” em 2016. É conhecido por ser colaborador dos irmãos Coen em filmes como “Fargo (1996)”, “O Grande Lebowski (1998)”, “Onde Os Fracos Não Tem Vez (2008)” e “Bravura Indômita (2010)”.

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