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Ao infinito e Além, "STAR TREK: SEM FRONTEIRAS"

Nos cinquenta anos de uma das maiores franquias do cinema e da televisão, “Star Trek” (ou como antigamente se chamava por aqui, “Jornada nas Estrelas”). Temos como celebração um novo filme, “Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016)”. Criada nos anos 60 por Gene Roddenberry. Seja como seriado televisivo ou no cinema. Que já gerou até o presente momento, 13 filmes. Desde que J.J. Abrams assumiu a batuta para recriar a franquia na sétima arte, ele nos brindou com dois excepcionais filmes “Star Trek (2009)” e “Star Trek: Além da Escuridão (2012)”. Trazendo uma nova perspectiva da tripulação da Enterprise.

O trio de amigos formado por James “Jim” T. Kirk (Chris Pine), o Vulcano Spock (Zachary Quinto) e Leonard “Bones” McCoy (Karl Urban) ainda se conhecendo. Vemos também a tenente Uhura (Zöe Saldana) como interesse romântico de Spock, o engenheiro Montgomery Scott (Simon Pegg), o piloto Hikaru Sulu (John Cho) e o alferes Pavel Chekov (Alton Yelchin). Já os discutimos anteriormente no link: http://cyroay72.blogspot.com.br/2013/06/star-trek-vai-muito-alem-da-escuridao.html


É aonde chegamos a “Sem Fronteiras”. Continuação direta de “Além da Escuridão”, com a tripulação da Enterprise em sua missão de cinco anos explorando o espaço infinito em busca de novas civilizações e indo onde nenhum homem esteve anteriormente. Jim está pensativo sobre sua continuidade como capitão. Prestes a comemorar seu aniversário, ele conversa com Bones que o dia em que nasceu, foi quando seu pai morreu. 

Ao mesmo tempo, seu parceiro de luta Spock está pensando em deixar a Enterprise para ir à nova Vulcan e ajudar sua raça se restabelecer na galáxia. Pois descobriu que seu Eu do passado Spock (Leonard Nimoy) havia falecido. Eles estão a caminho da estação espacial Yorktown (uma espécie de planeta artificial). Lá Jim se inscreveu para o posto de Vice-Almirante. Porém, sem avisar sua tripulação e em especial os amigos Bones e Spock.

Em meio à folga, respondem um pedido de socorro em uma nebulosa próxima à Yorktown. Que ainda não foi explorada. Indo lá, Kirk e seus comandados da Enterprise encaram mais uma vez o desconhecido. Lá encontram o alienígena implacável Krall (Idris Elba, o Heimdall da saga do Deus do Trovão Thor). Que busca vingança contra a Federação dos Planetas Unidos. Através de um antigo artefato guardado nos cofres da Enterprise, que pode destruir toda a galáxia.


Daí a trama básica de “Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016)”. Roteiro escrito por Pegg e Doug Jung. Abrams volta apenas como produtor, passou a cadeira de diretor Justin Lin. Vindo da franquia que mescla ação e carros turbinados, “Velozes & Furiosos”. Desta vez temos uma história inédita que não se baseia em um conto ou é um reboot do que foi visto anteriormente nos filmes e na serie de TV da geração clássica.

Aqui só temos referências, que acabam prestando uma homenagem ao legado deixado pela franquia. Ao contrário de AbramsLin traz um novo elemento à aventura. A ação contínua aliada ao ótimo roteiro de Pegg Jung. Mesclando timing cômico na hora certa e uma interação maior entre os principais membros da tripulação (Uhura, Sulu, Checov, Scott, Bones, Spock & Kirk), que nos traz na memória à geração formada por William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, James Doohan, Walter Koenig, George Takei e Nichelle Nichols.


Destaque para Sofia Boutella (a assassina de pernas cortantes de “Kingsman: Serviço Secreto, 2015”) como a alien Jaylah. Intrépida e ágil auxilia Kirk na luta contra Krall. Este é bem interpretado por Elba, escondido na pesada maquiagem. Que possui um passado obscuro que explica seu ódio pela Federação.


A película também presta tributo ao imaginário de Roddenberry. Indo de encontro ao seu ideal de sempre inovar ao contar um novo capítulo na história de Star Trek. Ao mesmo tempo é dedicado às memórias de Leonard Nimoy (26.03.1931 - 27.02.2015) e Alton Yelchin (falecido em 19 de junho deste num acidente de carro). E de modo discreto, fala sobre a sexualidade de Sulu. Sendo que seu interprete original, George Takei, revelou ser homossexual em 2005. 

A direção frenética de Lin usa de modo magistral os efeitos digitais fazendo com o 3D interaja com o espectador. Sentindo-se dentro da Enterprise ao lado de Kirk e seus amigos. Como JJ fez muito bem em “Star Trek”, usando o hit “Sabotage” dos Beastie Boys ao introduzir o personagem de Kirk. Em “Sem Fronteiras”, Lin repete a dose em umas das suas sequencias chaves. É literalmente “rock’n’roll nas estrelas”.


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